Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

18
Ago 10

A aplicabilidade das Leis de Murphy ( e outros). ( desde já obrigada, a quem compilou o meu fado..)

 

Os dias têm corrido a um ritmo alucinante e ressinto-me disso amargamente. Não bastassem os erros que acabo por cometer, há dias em que tudo conjura contra mim, e há semanas e meses em que esses dias ocorrem com demasiada frequência.

 

1- Tenho a despensa quase vazia.

2- A minúscula faz anos amanhã.

3- Tenho algum trabalho atrasado.

 

 Domingo não deu para ir às compras, e eu pensei, "amanhã à noite, quando chegar de Lisboa"

Segunda feira Fui fazer análises que me confirmaram o que eu já sabia e não queria saber (paguei os olhos da cara por serem sem receita!), e, estando atrasada, ainda tive de esperar sossegadinha 20 minutos. Tão sossegadinha que pensaram que eu tinha saído e passaram pessoas há minha frente, pelo que me atrasei ainda mais.

Fui ao escritório buscar papelada e segui para as obras. Chegada lá, esperei, esperei, esperei, e por fim a fiscalização chegou. Já eram 14h, quando estavamos para ir almoçar, e chega a protecção civil para uma vistoria da obra ao lado, do mesmo encarregado e fiscal. Ficaram eles, fui almoçar, paguei um balúrdio e voltei. Ainda lá estavam, e voltei a esperar. Perto das 16h terminaram, e pudemos seguir para outra obra. Eu segui, eles pararam para almoçar, e eu esperei, esperei, esperei, Saí de lá perto das 20h, cheguei a casa depois das 21, cansada, estourada e ainda fui fazer o jantar, e já não fui às compras.E eu pensei, "amanhã à noite, quando sair do escritório"

 

Terça feira, fui cedo para o escritório e perdi que tempos a preparar papelada para uma reunião à tarde, de assuntos que me andam a remoer e a perturbar há alguns tempos. Fui almoçar a correr, voltei ao escritório, arranquei para a reunião, e o homem estava em Lisboa sem se lembrar de mim, e eu em Alcobaça, à espera... Nesse entretanto, um parvalhão qualquer decide que o seu carro cabe entre o meu e outro, e estaciona, batendo, batendo, batendo e voltando a bater, à frente e atrás, no meu e noutro carro. E vai-se embora, deixando o carro literalmente montado em cima do meu. Dizia a recepcionista: oh engenheira, aquele carro vermelho não é seu? Era sim senhora...

Para sair ,fez o mesmo e eu feita "c...." a olhar e ainda fui puxar o meu carro para trás! 

Voltei para o escritório e o trabalho atrasado continuou até depois das 20h, o altura em que o meu cunhado telefonou a perguntar se jantávamos em casa da minha mãe, estavam lá todos e ele ia buscar frango. Pronto, está bem.O R ainda está mais atrasado.

Cheguei lá, e todas as irmãs à espera dos homens, a tomar conta das filhas. Chegam eles quase uma hora depois com o frango, tinham ido a outro lado e tiveram de ficar à espera. Jantámos a correr, mas mesmo assim já era tarde de mais. Entretanto a luz de STOP da carrinha avariou, e o  ainda teve de a mudar...

Chegámos a casa, foi despachar as garotas, dar uma arrumadela a meia dúzia de coisas, apanhar roupa, pôr roupa a lavar, um duche rápido e entretanto era quase 1 da manhã.

 

Hoje foi levantar cedo, despachar tudo, porque às 8 chegava a Dona São, deixar tudo arrumado camas feitas e sair. Deixei as miúdas em casa da avó, levei o carro do marido à inspecção, fui buscar o resto das análises, e não estavam prontas. Fui buscar um vestido à lavandaria e ainda não eram 10h já estav no escritório a responder a emails. Chovia.E eu com o cabelo para pintar. Lá fui. Porque qiando eu arranjo o cabelo, chove sempre para estragar tudo. Mas estava mesmo a precisar de pintar. 35 anos e o cabelo quase todo branco!

Voltei para o escritório e ainda fiz mais hora e meia de trabalho. Fui almoçar a correr, porque tinha médico de medicina do trabalho, e foi então que me lembrei que faltava o boletim das vacinas. Fuck! Fui deixar a roupa para passar na Alzira.Voltei a casa e segui para leiria, com o IC2 em obra, cortando-me o acesso ao consultório onde nunca tinha ido, e apenas tinha um vaga ideia de onde fosse. Atrasada, telefonei, e estava longe... ou seja, cheguei tarde, lembraram-me  de minha obesidade, a balança marcou mais que nunca e eu ia-me passando. A seguir, era suposto ir ao AKi, ao Imaginarium e ao Continente, mas a bicha era enorme, o telemóvel não parava, tinha um cliente às 18, e ficou tudo sem efeito. Segui para o escritório, e quando cheguei era o caos no router e na internet, tudo dava erro, e assim foi até depois das 19h. Imprimi os convites da I a preto e branco, porque sem a rede a funcionar a impressora a cores estava marada, e fui buscar as miúdas para ir distribuir convites. pelo meio ainda telefonei para saber onde morava este ou aquele, e com as horas contadas, fui buscar as meninas, distribui convites ( e quase tudo de férias!), fui buscar a roupa passada, e estando atrasada para um compromisso à 20h, telefonaram a desmarcar. Telefonei ao marido , para irmos à compras, e ele respondeu-me torto e apresssado, hoje não vai dar, tenho de entregar o trabalho, vai andando para casa! E eu fui, contrariada, mas fui. A luz da gasolina acendeu, e eu parei nas bombas para abastecer. Tudo em piloto automático, absorvida por tanto atraso junto e tanta coisa para fazer. ia para pagar e não dava com o cartão. Paguei com outro. Estava a entrar na estrada , aparece uma senhora a correr , porque tinha o tampão do depósito no tejadilho e o depósito aberto. parei o carro na berma, saí, fechei o depósito e voltei para o carro. E ele pegou? Não. Telefonei ao marido, agora não, telefona ao T, faz assim, faz assado,conclusão, "olha, põe o triangulo e vai com as menonas a pé para casa, já é perto" . De facto, assim parece, mas a verdade é que ainda deu quase 25 minutos estrada fora, com as garotas. O carro ficou lá. Logo se há-de ver...

Chegada a casa, a tarefa cozinhar para o jantar mostrou-se coplicada, com tão poucas opções. massa com salsichas e está a andar. Que se lixe.

 

Amanhã terei o trabalho atrasado na mesma, e seguirei para o escritório. E irei à compras à hora de almoço, porque às 18h terei de ter a festinha da I preparada, e o jantar a caminho para não sei quantas pessoas, porque agora é tudo muito fino, todos precisam de convite especial, mas depois ninguém sabe se vem ou não. Isto se tiver carro. Se não tiver, não sei bem como fazer 10 km de casa ao escritório, fazer compras, voltar, ou então tendo eu o carro, ir levar as miúdas, levar o marido, voltar, trabalhar, ir às compras, ir buscar o marido, preparar a festa, etc..etc...

 

De que me serve ser a minha "patroa", se a gestão do meu tempo, em vez de me facilitar, está cada vez pior?

 

Um dia deste, fico maluca, a sério que fico.

É que isto é apenas uma pequena amostra dos meus dias.

 

E agora que as miúdas já jantaram, tenho de as despachar, e R continua por chegar. Terei de fazer doces sozinha, apesar de estar estourada, porque amanhã não vai dar.

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 21:37

04
Jun 10

Levei-lhe os balancetes da empresa para dar uma vista de olhos.

 

- Hum, não tens créditos, é bom... mas isto aquí é mau...Estás a financiar os clientes.....estás dever-te a ti.....é melhor fazer um suprimento, melhora os rácios.....oh fulano vê aqui....Ah pois....

 

 

 

Basicamente, estou a ser burra. Basicamente, se me pagassem a tempo e horas, isto até andava para a frente. Basicamente, estou a pagar impostos do que ainda não recebi, e ajudo que quem não me está a pagar deduza nos seus impostos e ainda pague menos.

 

Bonito. Muito bonito.

 

Hipóteses:

1- cobro juros e fico sem trabalho automáticamente

2- cobro mais, e fico sem trabalho automáticamente

3- desisto do cliente, e fico quase sem trabalho

4- ganho o euromilhões com urgência, e fico quase sem trabalhar.

 

Parece-me bem se optar pela 4ª...

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:32

01
Jun 10

A empresa A trabalha para as empresas B e C.

A empresa A tem encargos e compromissos com D, E, F

B e C não pagam a A. A tem de pagar aos seus funcionários e fornecedores D,E,F. Na falta de recebimento vindo de Be C, não cumpre com D,E,F.

O caso vai para tribunal e o tribunal decreta que B e C paguem ao tribunal para pagar a D , E, F.

 

A continua sem receber, B e C descartam-se, e dizem que a culpa não é deles, pagam ao tribunal o que é pedido e dão um chuto no cú de A, ficando com o resto que este tem a haver.

 

Como A não é um banco ou entidade do estado, não consegue processar em tempo útil B e C, para obter o pagamento devido

 

De um modo ou de outro A está sempre f*d*d*.

 

Hipóteses:1) A dá um tiro a B e C e mata-se de seguida.

                  2)A dá um tiro a B e C e vai para a cadeia, comer de borla, isento de custos de alojamento, electricidade, água, gas, tarifas de ligação de infraestruras, taxas de lixo e saneamento, e outras

                   3) A aprende a lição, vai à falêbcia e abre a empresa A' e aplica as técnicas de B,D,E.F a outras empresas sem qualquer escrúpulo ou dor de consciência

                   4) outras

 

 

Resposta certa? Aceitam-se sugestões e comentários.

 

 

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 18:47

25
Mai 10

Domingo, estava eu a ver um Jamie's American Road Trip e eis que era na terra dos Cowboys.

 

Sou suspeita, porque sou uma fã incondicional dos(TODOS) programas do homem, mas acho a série execelente,  mais do que pelos meus prazeres culinários, mas também pelo caracter sociologico, antropológico e histórico desta série.

 

E estava eu a ver aquilo e a pensar, em que é que aquela gente é responsável pela crise mundial?

Atravessei a América e o Atlântico cá para este lado, e pensei ainda mais: o que é que eu e a maioria das pessoas que me rodeia, e as que não me rodeiam mas vivem por este Portugal, de um modo pacato, trabalhadores que dão o litro todos os dias, em que é que somos responsáveis pela crise?

 

Porque tenho um empréstimo suado, que pago religiosamente, sobre um pequeno apartamento na provincia? Porque pago paulatinamente os impostos que me são devidos? Porque trabalho dia e noite para tentar, num futuro próximo, tentar voltar a correr atrás de sonhos?

 

 

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:29

30
Abr 10

Dizem que é a crise...

 

Quando comecei a trabalhar, há quase 12 anos, as coisas eram diferentes.

Sempre me lembro de haver crise lá em casa, mas controlada, hierarquizada, pelo que só faltaram coisas desnecessárias, e nunca as indispensáveis.

 

Se no dia 8 de Novembro de 1998 me tivessem perguntado quanto é que eu estimava que estivesse a ganhar a 30 de Abril de 2010, sem dúvidas nenhumas que indicaria, nessa data, mais de 500 contos por mês.

 

O que seria uma loucura de ordenado! Mais do que os meus pais algum dia trouxeram juntos para casa, mais do que tantas famílias numa série de meses...

 

Estava tudo tão bem encaminhado que, se em 30 de Abril de 2003, me fizessem a mesma pergunta, eu até diria mais, para aí uns 3500 euros por mês!Porque os 500 contos estavam quase quase lá, e com mais outro ordenado em casa, sem filhos, era a reinação total.

 

Hoje, se eu e o meu marido trouxessemos os tais 500 contos, juntos, por mês para casa , era uma festa! Com mais duas garotas em casa.

Felizmente, soubemos poupar no tempo das vacas gordas e não nos pusémos em grandes aventuras.

E sei muito bem que , de 2005 para cá aprendi a poupar em grande escala, e sei bem que ainda consigo fazer melhor, se tiver que ser...

 

Mas onde é que ficou toda a expectativa? Onde ficou o investimento em estudo? Onde ficaram os sonhos?

 

Hoje, a nossa vida está formatada entre casa, escola e trabalho. O nosso apartamento converteu-se em dormitório,apenas. Os grandes planos foram adiados até data incerta. Vivemos com o que temos, e ainda nos podemos dar por felizes por nada nos faltar do essencial. Mas...

 

E amanhã?

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:58

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