Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

02
Jan 11

Não são resoluções de ano novo, são resoluções de vida. Se não forem feitas este ano, continuam em lista de espera.

 

  1. Alexandre/Lara: Aguardo por ti.
  2. Filhas e Marido: Juro que vou gerir melhor o meu tempo e ter mais para vocês
  3. Peso Certo: Será muito bom não aumentar de peso....
  4. A minha micro empresa vai sobreviver mais um ano, e terá de ser um ano de melhorias visíveis, e com nova imagem
  5. O meu projecto de software vai ser posto em prática, custe o que custar
  6. O meu mestrado não vai ser deixado para 2º plano
  7. A ideia de um novo segmento de mercado vai sair da cabeça e passar à prática e vai ser uma coisa em grande
  8. A casa nova para passar a projecto e o Natal de 2013 será passado lá.

 

Notas: 

 1 implica 3.

 1, se e só se 3

 8 se e só se 4

4, 5 ,6,7, implica 2

2 quer também dizer férias.

 

Como tal tenho de ter sucesso em todas

 

A não esquecer. A não desistir. A não baixar os braços.

A não ter pena de quem não tem pena de mim.

Sem medo, sem dores de barriga.

 

Com mais sorrisos

 

Atrás disto, virá muito mais

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:06

03
Jul 10

Os grilos andam escondidos, já não há tantos como dantes...

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:30

01
Jul 10

É coisa que raramente vejo..Mas ontem fui almoçar tarde, e com a televisão ligada vi uma senhora de idade a falar de coisas da infância.

 

Estava com pressa, não estava com muita atenção, mas parece que a senhora estava a falar de outro mundo!

 

Pois bem, há 30 anos atrás, e eu tenho apenas 35, muitas daquelas coisas eram válidas, e há 15 também, na minha aldeia, e hoje também, em muitas outras aldeias.

 

Este era o raio de acção...a aldeia, o quintal, a ribeira, o pinhal...

 

Também assisti a matanças e também lavei tripas, de pés de molho no ribeiro...( coisa muito feia, hoje em dia, é verdade).

Os dias da matança eram sempre de festa, e o bando de primos ficava fora do páteo enquanto se dava o assassinato, propriamente dito. Depois, abria-se o portão e viamos e ajudávamos a chamuscar e raspar o pêlo queimado. Assistiamos à desmancha, tratavamos das tripas, faziamos morcelas e chouriças. Comiamos nesse dia o fígado, e havia sempre jardineira com a forsura e outras miudezas. Salgava-se parte do porco. Faziam-se torresmos. Dias de festa, mesmo.

 

No campo, pude crescer no meio da agricultura. AJudávamos a semear/plantar, e depois a colher, batatas, milho, tomate, pepino, feijão.

As descamisadas, ou desfolhadas, eram outro dia de festa, onde o milho colhido era desfolhado, com uns pregos grandes que rasgavam as caimisas. Camisas que a vaca iria comer durante uns meses. Faziam-se ainda bigodes com as barbas, ou lindas cabeleiras, para as bonecas com as folhas ou os carolos.

 

 

 

O malhar do feijão também era bom de ver, não de fazer, porque o malho era grande e a habilidade era pouca. Mas depois peneirávamos, ou joeirávamos, como dizia o meu avô, a favor do vento e era ver a s folhas secas a voar...

 

Nas vindimas, os netos sabiam as carreiras das uvas mais saborosas, e essas era apanhadas primeiro, para comer. Durante toda a manhã, era subir e descer com baldes e cestos carregados, a despejar no lagar, e , à tarde, saltavamos todos lá para dentro e era ver as pernas a ficarem vermelhas, e os pés doridos de pisar o engaço. Depois o sumo começava a sair para um cântaro de folha de chapa, o meu avô fazia umas afinações com uns pozinhos estranhos e media o grau com um termómetro que boiava.Os engaços eram postos numa prensa com emormes peças de madeira, e apertados com uma alavanca , a um ritmo certinho, tac, tac, tac tac.

Tudo isto durava uns dias. Depois tudo era mudado para pipos e tonéis, que tinham sido lavados dias antes, e onde o meu avô punha ( ou tirava?) uma papa branca malcheirosa e uma coisa amarela.

 

Na adega ficavam também uvas a secar, e maçãs e pêras, deixando essa cave com um cheiro mágico e divinal. É o cheiro que hoje identifico com maçã, e não gosto de comer outras que não tenham esse cheiro. É cheiro do perfume Magnetic da Gabriela Sabatini, que me deram há 18 anos, que usei quando comecei a namorar, que usei no dia do casamento, e do qual resta uma parte infima, bem guardado no meu quarto.

 

Ao pinhal, ia-se à lenha, à caruma e à pinhocas, tojos para currais,  e ainda à carqueija, ao rosmaninho, ao tomilho,( cheiros que eu adoro e uso para cozinhar quase diariamente) para as fogueiras dos santos populares. No Verão, junto à praia, camarinhas. No Inverno, musgo para o presépio.

 

As azeitonas, das quais não sou apreciadora, EXCEPTO as do restaurante Pontuel, eram sacudidas à vara e caíam para grandes panos estendidos em baixo. Umas iam para o lagar, e enchiam-se talhas de azeite para todo o ano, outras eram retalhadas e postas a curar, com água, sal, laranja e as ervas do pintal.

 

A rega era feita por grandes mangueiras , que traziam a água do poço para carreiros na terra, que encaminhavam a água, e que eram abertos e fechados, com a enchada, regado apenas e quanto necessário. Coisa que ainda hoje se faz, no quintal inclinado, onde cresce feijão, couve, corgete, abóbora, alface, tomate, pepini, beterraba.

 

Se a isso somarmos a vaca, o burro, os porcos, galinhas, patos peús e coelhos, ovelha e cabras, então isto foi o sítio onde cresci, e de que as minhas filhas hoje usufruem, se bem que com menos animais, já sem vaca e sem burro, cabras e ovelhas e porcos só de vez em quando.

 

 

 

Sei que fui privilegiada, e quero que elas tenham esta oportunidade. Por isso brincam na terra, por isso mexem em bichos,por isso foram iniciadas à caça do grilo, (com palhinha na toca, ou esguicho de água em último recurso), dos pirilampos, escaravelhos, e em breve saberão como se desmancha um buraco de toupeira,  por isso vão à feira da Agricultura, por isso passeiam no campo e no pinhal. Têm muito tempo para serem cosmopolitas mais tarde...

 

Por isso comprámos 5000m2 de terreno para um dia, quem sabe, lhe podermos dar nós estas condições...

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:11

28
Mai 10

Custa-me a perceber porque é que, numa época em que ando super cansada, desmotivada e desatenta, a minha cabeça está com um brainstorming danada, e todos os dias e todas as horas estão a nascer ideias!

E agora deu-me para tentar concretizá-las!

 

A cadeira especial para a Hip baby M passou da ideia ao papel e do papel ao carpinteiro, e já está a fabricar. Se correr bem, e funcionar, divulgarei e talvez nasça daqui uma oportunidade única. E como eu digo, as oportunidades são para se agarrarem

 

O programa de gestão de obras, que não me sai da cabeça à anos ganhou vida e ontem escrevi horas ( horas em que podia estar a descansar! ou a ver mais episódios do Jamie Oliver) a começar a descrever tudo para entregar a um programador.

 

Será que vou conseguir desencalhar?

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 17:22

25
Jan 10

Guardo, do infantário, as melhores recordações.

 

O edifício, ainda existente, partilha o espaço de uma área de turismo. No entanto, continua parece tão velho como já era há 30 ans atrás.

Não voltei a entrar lá, desde que lá saí.

 

Era uma casa de velhas, mas que se chamavam meninas, menina Cilinha, menina Celeste.

As salas eram no andar de cima, e tinha de se subir uma grande escadaria.Nessa zona, existia uma estatueta de uma Nossa Senhora, com uma coroa, que um dia desapareceu.

As portas eram altas, muito altas.

No berçário existia um castelo construído com pacotes de leite.

Cá em baixo havia uma sala, vermelha, se não me engano, com bancos a toda a volta, onde estavamos, cantavamos, dançavamos ao som das Doce. No hall, um armário grande, uma cómoda gigante, de onde saiam colants, calças e cuecas, para as emergências.

Na casa de banho, bacia turca. Detestava aquilo! Cheiravam mal.

Havia mais salas, mas acho que não entravamos lá.

Do refeitório lembro-me da louça de plástico, que também cheirava mal. O leite que cheirava e sabia mal, o óleo de fígado de bacalhau, que cheirava e sabia muito mal. O xarope Tonosol, que cheirava e sabia muito bem. Isto eram coisas que não variavam, ao longo dos dias. E tudo o que cheirava mal, cheirava igual, a lagartinhos corta unhas, ( bichos maria café).

Das aulas, lembro-me de uma Fátima, e da educadora Madalena. Recordo ainda nomes, de muita gente que hoje não conheço. De uma Cristina Odete, Tita, veio o nome para uma cadelinha. Eram o Nuno da estalagem. o Nuno gorducho, a Teresota, o Pilatos, o Tiago, a Rita, e outros, mais a irmã e a prima. Picotavamos com um bicos cor de laranja, em cima de esponja, papel de lustro colorido. Faziamos muitos desenhos, colagens, recortes de revistas. Falávamos do mundo ( " Como é que ele anda, se não tem patinhas?"), ouviamos histórias e faziamos teatros.

Mas cá fora é que era.

Dentro de um barracão de pedra, areia!. Um escorrega gigante, que era a alternativa às escadas. Balouços, cavalinhos, tudo lá dentro.

As janelas não tinham vidro, eram grades, e ficavam lá em cima. No entanto, bastava empilhar pneus, e dava para subir e esgueirar pelas grades. saindo pela janela, era rua outra vez. Ervas. Mato, uma caleira. Uma porta que dava para um túnel...

Um dia fomos todos pelo tunel abaixo. Tinha água. Supostamente, devia ir dar ao Grémio. Não sei se é verdade, ou imaginação, mas que estivemos lá dentro, estivemos! Ainda me lembro de haver um degrau grande.

Na rua também de brincava. Havia um riacho, com chorões há volta. Na água havia "Costureiras" ( insecto alfaiate, Jesus, patinador) e girinos. Podiamos mexer e brincar.

Mais ao fundo , e território proibido, a ponte da Boutaca. A velha. Antes de recuperada. Há quem não goste de como ficou. O problema de agora, é que já não tem ar de "ponte das bruxas"

 

O básico, para crescer. Foi de lá que veio o meu espirito competitivo, e de querer vencer. Mas também foi lá que aprendi outras coisas, nas "brincadeiras aos médicos", com verdadeiras operações, nos muitos trabalhos manuais, nos desenhos, nos grafismos, no convívio.

Admiro-me de tudo o que podiamos fazer, sem problemas de segurança, de sujidade. Era bom andar nesse infantário, porque aprendiamos muita coisa. Foi bom.

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:00
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