Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

20
Nov 15

Hoje acordei bem cedo. O mini despertador acordou à hora do costume, pelo que quando o outro tocou, já estava de olho aberto há uns tempos.

Tenho trabalho a fazer. Têm sido umas semanas lixadas, mas só assim se compensa as semanas também lixadas em que o trabalho não abunda.

E assim, pelas 4:30 da manhã, já tinha sido estendida roupa, posta mais a lavar, já tinha visto as notícias dos jornais, as cusquices do FB...

E não precisei de café para acordar, Bastou-me a leitura de alguns títulos absurdos, de alguns comentários abstrôncios, e desculpem lá caros colegas e amigos, e amigos de amigos: Alguns de vocês emprenham pelos olhos, pelos ouvidos, pela boca, pelo nariz!! Usem as vias normais, caraças!

Nem todas as notícias que circulam no FB são verdade, apesar de repetidas milhões de vezes - repetir uma mentira não a torna verdade. Repetir uma notícia com muitos anos não a torna um facto passado hoje. Repetir e partilhar notícias e comentar estupidamente sem as ler, sem lhes verificar as datas e fontes, não as torna mais verdade nem o comentário mais legítimo e acertado. Repetir títulos de notícias fora de contexto, não os torna verdade. Repetir notícias veiculadas e distorcidas  por grupos ligados à extrema direita não as torna verdade.

E se eu fosse "bastoneira" ou "chefa" ou "provedora" da imprensa, saneava todos os jornalistas ou quem se faz passar por eles, chefes e editores das suas publicações que continuam, sistematicamente a lançar títulos explosivos, e notícias de coisas que não aconteceram ou não vão acontecer. Mesmo que me acusassem de censura.

E mais: eu sou uma pessoa pouco dada ao uso de chapéus, bonés, cachecóis, echarpes, mantinhas. Tenho calores. Uso capacete, nas obras. Mas não me incomoda quem usa. Porque não sei se é por gosto, por hábito, por necessidade que o fazem.
Alguns terão de o fazer, e usar coisas por obrigação, como burcas, véus, niqabs, hijabs, seja ela obrigação moral, seja coação. Seja maldade. Assusta? talvez. Andam aí? Sim. Começam a ver-se por cá na parvónia? Sim senhora. E????
Estou para ver quem vai abolir as máscaras e o carnaval, por não saber o que está por baixo. Estou para ver quem vai abolir os gorros, os carapuços, os grandes óculos de sol, as barbichas tão na moda, cabelos compridos que tapam caras, estilos andrógenos, transformistas, actores de peças de teatros e outras manifestações artísticas, porque não se sabe o que está por baixo.

Todos temos de estar atentos, mas não temos de morrer de medo, nem assustar. Nem mandar larachas sobre quem não conhecemos. As minhas avós sempre usaram lenços na cabeça. Iam mandar as vossas avós descobrirem-se? Há muitas senhoras de cá que continuam a não usar calças, a não usar pernas ou braços descobertos. Vão ter de passar a fazê-lo?
Se tivéssemos nas nossas relações pessoais amigos chegados que, por tradição, religião ou opção tivessesm estas escolhas, íamos obriga-los a mudar?
Se saísse uma lei a dizer que não se podem usar jeans iam acatar? se saísse uma lei a obrigar um corte de cabelo como o amigo da coreia, iam aceitar? Quando esse amigo executa uma família de diversas gerações, porque um familiar foi apanhado a praticar um crime, e o melhor é cortar o mal pela raíz, todos ficam escandalizados. Mas quando um membro de uma família gigante comete um crime, não há qualquer vergonha em enterrar todos os outros membros da família.

Quando alguém recebe benesses que nós não temos, está a roubar, e andamos a pagar para esse alguém. Se esse alguém é nosso amigo, mesmo que as receba injustamente, faz bem em aproveitar. Se alguém que não conhecemos precisa, está a roubar ou sabe de um esquema que nós ainda não percebemos.

Todos os dias, tento manter uma mente aberta. Tento explicar com calma, quando sei um pouco mais sobre o assunto. Procuro estudar um pouco mais sobre a origem dos problemas, para poder discutir melhores soluções.

Mas olhem: eu ando cheia de sono, e estou cheia de trabalho. Ver parvoíces que me exaltam , tira-me o sono, dá-me pica, põe-me a ferver. Por isso, e quiserem continuem. Que eu também.

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:46

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