Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

30
Set 11

Fui adepta tardia, confesso, mas fiquei conquistada.

 

A lista de amigos é reduzida, é certo, porque ainda que goste muito de falar, acho que nem todos estarão aptos ou serão desejáveis, para o que eu digo, escrevo ou exponho.

 

De vez enquando procuro colegas da escola ou da Universidade, ou chegam-me de mão beijada por serem amigos de amigos .

 

Olhar para muitos daqueles perfis e ver a situação profissional de muitos têm-me feito pensar, e admitir que fiz muitas escolhas erradas na minha vida. Acima de tudo, escolhas profissionais.

 

Ao que parece, sucesso profissional é coisa que não falta. E vêm-se os amigos sorridentes, em fotografias tiradas em diversos destinos de férias por todo o mundo, as amigas sorridentes com o seu bando de filhotes de uniforme da escolinha, os bem sucedidos cá, os bem sucedidos no estrangeiro...tudo parece ser maravilhoso.

 

E eu aqui...numa micro empresa que já só tem o nariz de fora para respirar, e pouco mais. Com férias no campismo  e já vou com muita sorte!

 

Falhou tudo. Tudo. Só tenho a minha dignidade e a a minha família. E, pela primeira vez , desde que comecei a trabalhar, há 13 anos, vivo à custa do ordenado do marido. Isto está a deixar-me doida.

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:13

comentários:
Há que ter esperança. Quem sabe se o sucesso dos outros não é tão irreal?
Força
Ana Machado a 30 de Setembro de 2011 às 14:14

Por vezes a vida corre em velocidades diferentes para pessoas diferentes. Eu própria encontro-me a fazer contas à vida aos 36 anos. O problema é que começo a contar mais o que não fiz, que o que fiz.

Mas a @Ana Machado tem razão: meça o seu sucesso pelos seus valores e objectivos e não pelo que que vê em terceiros, porque ninguém chora em fotografias, nem mostra as contas que tem por pagar.
css a 5 de Outubro de 2011 às 20:46

Olá,
vim cá a partir de um recorte deste post e não consegui deixar de ficar impressionada pelo seu testemunho. Para além de palavras de força e de coragem para superar os momentos menos risonhos, deixe-me que lhe diga que o Facebook é mesmo isso, é só um livro de caras e já diz o ditado que quem vê caras não vê corações. Por isso mesmo, nem sempre tudo o que vemos lá, são vias felizes e de sonho, muitas das vezes gabam-se do pouco que têm e que aos nosso olhos nos parece muito... mais vale uma vida modesta e com a felicidade de quem nos ama do que uma vida de fachada.
Força!
cátia a 5 de Outubro de 2011 às 22:22

Por vezes, o que se vê nas fotos são as férias do tempo em que ainda havia dinheiro(?!) no cartão de crédito.
Não pense isso, de que tudo lhe correu mal.
É nas situações de crise que, muitas vezes, decobrimos as nossas habilidades.
Apesar de ter emprego e estar a correr bem, tenho feito coisas em casa, que até a mim surpreendi a mim própria. E poupei uma bons euros.
Se descobrir algum talento dentro de si para mudar a sua vida, tente.
O FB é uma ilusão.
Beijinho e boa sorte.
Maria Araújo a 5 de Outubro de 2011 às 22:30

Cuidado amiga com esses conquistas da internet, principalmente com as mentiras que se dizem no Facebook. 80% não são reais, nem os nomes nem as fotografias. A vida não é um mar de rosas. Continue a escrever os seus desafabos no seu blogue que é para todo o mundo e tem a possibilidade de se não gostar dos comentários, envia-los para o lixo. Continue com a sua dignidade e faça como eu: Não tenho medo de ser diferente.
Beijos de quem sabe destas coisas. Vou continuar a ler os seus textos.
Nelson Camacho
nelson camacho a 6 de Outubro de 2011 às 01:48

Obrigada a todos!

Passando para o lado de lá desse manto negro que me assombra, o do trabalho, podemos encontrar um bom marido (demasiado perfeito/perfeccionista talvez), bom pai e amante. Duas filhas lindas e inteligentes, sobressaindo isso a um monte de defeitos e birras. Uma família alargada de pais, avós, irmãos sobrinhos e cunhados, tios e primos como já não se costuma ver.
Um apartamento pequeno, mas onde cabemos, que não apresenta sinais de reparações à vista e de fácil manutenção, num local sossegado e acessível.
Alguns bons vizinhos.
Da janela, vejo o céu e a serra. Em poucos minutos vejo o mar.

Só gostava que fosse tudo tão simples, como há 9 anos atrás...
Um
na primeira pessoa do singular a 6 de Outubro de 2011 às 10:29

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