Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

31
Ago 11

Esta tarde, fiz quilómetros e quilómetros, à procura de obras. ( Maceira, Pataias, Martingança, Marinha Grande, Barosa, Parceiros), por estradas principais, estradas secundárias, becos que eu nunca imaginei existirem, sequer.

A condução foi penosa, a olhar para aqui e para ali, para um lado e para o outro, à procura de gruas ( picotas, chama-lhes um cliente) , andaimes, um sinal de trabalho.

Quase nada. Quase NADA, literalmente.

O que é que eu vi?

- dezenas e dezenas de placas a dizer vende-se, em casas, em fábricas, em terrenos

- dezenas e dezenas de edifícios industriais abandonados, destruídos, um perigo para a segurança e saúde pública. Quem são os donos? provavelmente o estado, ou os bancos. Se eram tão importantes para estas entidades, que fizeram questão de os retirar aos devedores que lá trabalhavam e davam trabalho, porque os deixam ficar assim? E porque é que as Câmaras não obrigam a obras coercivas, devido ao estado de insegurança e insalubridade?

- dezenas de obras paradas. Abandonadas, com alguns equipamentos a enferrujarem e a apodrecerem, vedações escancaradas, um perigo, muitas delas. Algo que os srs da ACT achariam um figo, e daria direito a um multa milionária, se entrassem numa obra dessas

- os centros de Leiria e da Marinha Grande são cidades fantasma, onde a maioria das montras acumula pó, e o chão está cheio de folhetos, que mesmo vendo abandonada, os distribuidores insistem em deixar

Tirei meia dúzia de contactos, telefonei, uns não atendem, outros não querem saber.

Fiquei impressionada. Uma visão desoladora.

publicado por na primeira pessoa do singular às 19:42

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