Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

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Jun 11

Ontem ocorreu pelos lados do FB uma troca acesa de ideias sobre sons, entre mim, e duas conhecidas figuras da minha praça.

 

O que me faz ser o que sou, boa ou má, não interessa, é o que eu já vivi e o que aproveitei daquilo que foi passando por mim, e daquilo pelo que passei. Não me invento, vou acontecendo.

 

A música é daquelas coisas que passa por mim, e, se associado a momentos chave do meu crescimento, passa a ficar entranhada no meu ser. Não preciso nem quero saber se passa na rádio, muitas ou poucas vezes. basta que eu goste e pronto.

 

Se até aos 9 ou 10 anos as opções eram limitadas, daí para a frente abriu-se um mundo para mim: o começar a aprender inglês, e começar a tentar saber o que queriam dizer as letras, as capas dos discos e os telediscos, com cantoras elegantes que eu gostava de imitar, um mar de "slows" para curtir anos de dor de corno, ou músicas saltitantes das poucas festas e discotecas a que tive acesso. Centenas de músicas, dezenas de cassetes gravadas, que guardo religiosamente, ajudaram-me a ser eu, entranharam-se de tanto as ouvir. Tanto que, quando as ouço, ou um simples acorde faz-me tremer. Com algumas, o coração bate descompassado, outras dão vontade de chorar.

 

 Atrás de mim andam 6 ou 7 Cds, sempre os mesmos,talvez há uns 9 ou 10 anos para os stresses e horas de ponta no trabalho. Diana Ross para iniciar a jornada, Clã no esticar da corda. Cat Stevens, Sting, uma colectânea brasileira, Rodrigo Leão, uma Reserva Especial, um especialíssimo Twentyfive: For living - for loving - for the loyal, o Phill, o Bruce... Lá por casa, raramente se compra música, que a vida está cara. Também não faço pirataria regular, até porque não faz parte dos meus conhecimentos e atributos informáticos. Mas quando compro, não quero saber, se está na moda ou não. ponho-lhe os olhos em cima, e já está: provavelmente é um Best of, e tanto poderá ser Barbara Streisand, Abba, bee Gees ou Celine Dion, como Def Leppard ou Aerosmith,ou uma banda sonora que pode variar desde "A música no Coração" ao "Local hero", passando pelo "perturbador" Take may breath away, que literalmente ainda me tira o ar, ou Otis Redding ou Righteous Brothers.

Num dos empregos que tive, levei uma injecção de Mr Carreira, e aprendi a gostar de algumas músicas. Se um dia destes for ao som de Quim Barreiros que eu tenha um filho, talvez passe também a gostar ( até lá, pode esperar sentadinho..que também estou à espera há muito tempo.

 

 Por isso, e para concluir vou ouvindo o que gosto e que me diz alguma coisa.

Se ao fim de meses a ouvir algo, ainda não sei trautear a música, e não me aquece o coração, não teve qualquer efeito em mim, é para esquecer.

 

 Se passa na rádio, ou não, se anda na boca de toda a gente ou não, se roda apenas na esfera de selectos iluminados, pois a mim tanto me faz... .

publicado por na primeira pessoa do singular às 09:56

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