Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

01
Abr 11

Toda a gente já disse alguma coisa sobre os Censos, mas eu também quero meter o bedelho. A primeira opinião que ouvi de um senhor já entradote foi: já nem uma pessoa pode dar um p...que eles têm de saber! E eu, toda simpática: olhe que não, é isto aquilo, aqueloutro, não, não tem de dizer quanto é a reforma...e depois até lhe preenchi os papeis. Depois, preenchi os lá de casa, e agora pergunto eu: o que é que eu respondi que não se saiba já? se tinha visitas no dia 21 à noite?

 A casa está registada, tem caderneta predial, até tenho 128€ de IMI para pagar, e no IRS está escarrapachado quanto pago ao banco. Dúvidas?

 A família está toda declarada, sabem-no bem na segurança social, que tratou de cortar o subsídio. Além disso, define quanto pago nos almoços da escola. Onde trabalho? Finanças e segurança social. Está lá tudo.

Também sabem se tenho carro. Pronto, não sabem quanto tempo demoro a chegar ao trabalho. E também deviam saber que a oferta de transportes públicos aqui para os meus lados também é diminuta.

Não vou entrar pela informação deficiente, que mede a familia pela quantidade de pessoas que vive em casa de cada um, ou se trabalha a s sério ou de faz de conta, com os recibos verdes e afins. Se era para saber o que se perguntou, escusavam de gastar tanto dinheiro em impressos que vão para o lixo, em casa de respondeu na net, em rapazinhos que olham para a casa e não conseguem perceber o seu tipo de construção, em tanta informação e estatística se as pessoas estão a ser roubadas e burladas.

 

Se queriam saber coisas a sério, tinham era de as perguntar, por exemplo sobre os gastos das famílias, as dificuldades de acesso a serviços, se têm filhos a estudar longe e pagam outros alojamentos, se têm dinheiro para os sustentar, hábitos de vida e dificuldades sentidas pelos pais e mães desta terra, pelos velhos, novos, sozinhos ou acompanhados ou não, e depois coisas polémicas como segundas, terceiras e outras moradias, bens de luxo e brincadeirinhas...

 

Isto sim, digo eu, traria informação nova, e já agora útil, para resolver os problemas de quem por aqui anda a ver passar os outros, e continua de dedo estendido a pedir boleia, e com um cartãozinho escrito a dizer ÓROPA. .

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:47

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