Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

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Dez 10

A lojinha onde comprava coisas para trabalhos manuais fechou esta semana, sem aviso prévio. Naquele edificio todos se conhecem e todos falam com todos, não fossemos quase todas mulheres, que lançaram um negócio e todos os dias dão a cara: engenheira, advogada, psicóloga, esteticistas, cabeleireiras, as senhoras da florista e retrosaria, a senhora da loja de roupa, as senhoras do café, a da casa de cópias, e afinal , também o médico e o? da loja dos computadores.

 

A minha mãe e irmã a seguir a mim, são virtuosas das manualidades, desde a costura, bordados e decorações. A seguinte, de criações artisticas em convites, cartões.

Eu desenrasco-me. faço de tudo um pouco, sou pouco perfeita em tudo, mas mesmo que só fizesse uma coisa ou outra o resultado é o mesmo. tenho qualquer coisa atravessada que me impede de ser perfeita no que faço. Mas é que nem me esforço, tenho qualquer coisa contra as perfeições.

Mas o resultado daquilo em que me aplico acaba por ser razoavelmente satisfatório, mesmo que muitas vezes as coisas se transformem em algo que não era bem o previsto..

Improviso. Não me atrapalho. Desenrasco. Safo-me bem.

 

 Todos os Natais surpreendo a família com as minhas artisticidades. Já fiz "decoupage" em sacos recicláveis( ainda a moda não tinha pegado nas idas às compras), aventais e pegas da cozinha, em sabonetes e caixinhas de madeira, colagens de tecido em copos de lápis e caixas de costura, pintura das garrafas onde ofereci os meus locores, bolsinhas de feltro, madeiras escurecidas a betume judaico, caixas para café pintadas e forradas a papel de veludo.

 

Agora fiquei sem a minha fonte de matéria prima, mesmo ali à mão. Estou passada, porque não me apetece fazer quilómetros para ter acesso ao mesmo, e ter de procurar estacinamento no centro da cidade!

 

Este ano talvez me dedique a encadernações. Agendas, alguns, isto para tanta tia, prima e amiga. Sobra-me o dilema dos primos e tios e afins.

Lá sairão mas licores, e as compotas do costume.

Ando fisgada para fazer bonecas de pano, tenho os tecidos comprados há algum tempo e tudo. mas precisava de férias, sem garotas em casa. Só que estando de férias, não tenho coragem de sobrecarregar a minha mãe com a presença diária delas. Pensando bem, ficava com uma série de prendas resolvidas...

 

Sim, agora que a loja fechou e que as minhas encomendas feitas lá se esfumaram no ar! oh Pá, eram as únicas prendas que já estavam certas!

 

e estamos a falar de família e amigos a rondar as 70 pessoas... que têm tido sempre solução, entre prendas maiores e mais pequenas, abaixo dos 500h e acima de muitas horas de dedicação...

 

Eu, que raramente gasto 5 minutos a passar creme hidratante no corpo e a pôr uma maquilhagem...

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:58

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