Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

28
Set 10

Eu ainda não percebi muito bem se a crise é mesmo a sério ou se é só nas notícias.

Nem se a crise é económica ou é de poleiro e ganância.

 

Em minha casa já entrou quase o dobro do dinheiro que agora entra, e eramos apenas metade. Aprendi a gerir melhor, a pensar antes de gastar, e vejam só, ainda dá para poupar qualquer coisinha.

 

Proponho assim aos srs governantes:

 

-Abolirem o motoristas para transportes de funcionários dos mais diversos níveis e categorias profissionais. Não têm carta de condução? Tirem-na, comprem-na, mas poupem-me de pagar a alguém que recebe para passar a maior parte do dia sem fazer nenhum.

- Diminuirem toda a catrefada de administradores, directores, gestores e respectivos vices, subs, sercretários e delegados, de mil e uma instituição, fundação, comissão, delegação, aos estritamente necessários. Imponham-lhes um tecto salarial de 4 ou 5 ordenados mínimos e sem outras regalias, que eles próprios saiem... pelo seu pé.

_ diminuir ao estritamente necessário, útil e gerador de mais valias as ditas entidades (instituição, fundação, comissão, delegação...) porque muitas existem para serviço exclusivo de minorias.

- Aos que ficarem, exijam a permanência efectiva no local de trabalho e apresentação/justificação física do trabalho apresentado ( não o da sua secretária). É que não estando a tempo inteiro, só poderão receber o parcial respectivo, certo?.

- Definir modelos de viaturas e quem tem direito a usá-las, sem excepção.

-Diminuir comitivas em visitas de estado e governo no interior e exterior, bem como os almocinhos, jantarinhos, a quantidade de carros públicos que se desloca a estes eventos, só de motorista e um caramelo no banco de trás...

- Informar os srs funcionários públicos que cá fora, no mundo real, as pessoas trabalham horas extra para entregar as coisas nos prazos,e que quando fazem as pessoas esperar e voltar a esperar nas repartições públicas, é dinheiro mandado fora.

- Punha desempregados a fazerem de cantoneiros, guardas florestais, seguranças,limpezas,reparações, em vez de abrir sucessivamente concursos para empresas deste tipo de serviço.

- Promovia a utilização de terrenos públicos para execução de agricultura ou pecuária de subsitência para abastecimento de entidades públicas em alguns mantimentos, dando conhecimentos práticos a quem lá trabalhasse e garantido abastecimento local a escolas, hospitais, etc...ainda alugando a preço simbólico para utilização de particulares.

- Voltar a serviços mínimos ( salvaguardando a saúde e a educação, prestações sociais em caso de doença, saúde e desemprego)

- Substituir o subsídio de desemprego por um rendimento de subsistência com base no agrgado familiar e não nos salários anteriormente auferidos ( quer para mais, quer para menos).

- Acabar com os subsídios escolares para famílias que não promovam a ida e interesse pela escola, que faça férias caras no estrangeiro e depois se queixem de não ter um tostão para os livros, dar senhas para materiais e refeições em vez de dar dinheiro.

 

Continua.

 

Agora vou almoçar que tenho fome

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:56

comentários:
Cheira-me que terá tantas hipóteses de assistir à tomada de propostas de tal teor como um vampiro sem dentes de dar umas dentadas sumarentas, poderá morder mas o gesto será tudo.
Fulano a 29 de Setembro de 2010 às 02:18

Parece-me que sim. É mais prático subir os impostos. Eu é que não percebo nada de dinheiro. Se percebesse, estava rica...

Hum será que faz efeito começar a subir todos os preços aos meus clientes? será que eles vão sorrir e dizer, tem toda a razão, vou já pagar mais e ainda um bónus?

Ou será que me vão fazer um "toma!" com o dedinho do meio bem espetado na minha cara?

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