Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

25
Ago 14

isto era em 2006 .

 

isto era em 2012.

 

Isto é hoje, ontem , antes de ontesm, todos os dias antes de antes de ontem dos últimos tempos: 

 

Não tenho feitio para ver as coisas a acontecerem à minha frente e ficar calada. Não consigo ver a minha mãe a afundar-se ( e a levar-me arrastada), e ver que o pai e minhas irmãs e irmão vêem e ficam calados, sem reacção. Porque não é vinagre que se apanham moscas, dizem-me...pois não, eu até sou a favor de matamoscas, insecticidas e electrodmésticos que as fritam!!

Oiço as suas ladaínhas de queixumes constantes, e respondo-lhe na hora. Brutamente. E depois sou a má da fita. Mas a que está lá todos os dias para a ouvir. Se não sou por ela, sou contra ela. A Dona crítica fácil que não suporta uma crítica ela própria. A que quer que estejamos sempre lá, passemos o dia lá, quer ficar com as netas, com o neto que há-de vir, que oferece a casa para as festas, a sempre disponível...mas que depois cobra por tudo isso, por todo o cansaço, por toda a desarrumação. A que tem uma bofetada com solução para tudo. A que diz que estrago as miúdas com comidinhas especiais ( eu faço comida igual para todos lá de casa, um prato sem distinção!), mas que faz "arrozinho", "ovinho", "carninha", tudo "desfiadinho", "bananinha esmagadinha"... para garotas dos 5 aos 11 anos, porque as meninas não podem comer isto ou aquilo, porque as meninas não gostam, porque as meninas não conseguem... A que tenta controlar tudo e todos, com as suas urgências para coisas que tanto podem ser feito agora como daqui a uma hora, hoje ou amanhão, esta semana ou no fim do mês. A que julga, mas muito se engana. A que imagina ( E SABE, obviamente), o que toda a gente diz e pensa sobre o que ela ou nós dizemos ou pensamos, ainda que não esteja ainda dito ou pensado. A que tem dores disto, daquilo, daqueloutro, mas que usa a falta de dinheiro e falta de médico de família para não se tratar, como se fosse argumentos válidos...

 

Estou a ficar demasiado afectada por isto. E SE , POR UM LADO, TENHO A AGRADECER TUDO O QUE FAZ POR MIM, POR NÓS TODOS , AFINAL, estou a pagar um preço demasiado alto, que me está a tornar ainda mais, amarga, azeda...e receio que me contagie com o seu estado, e eu me venha a tornar assim, numa mulher envelhecida, preconceituosa, rancorosa, colérica, amarga, conflituosa, COITADINHA, vítima do mundo. ( é tão bom ser  coitadinha e vítima, não é? por-se a jeito, e depois sofrer as consequências... e sofrer é bom, é meio caminho para ganhar um lugarzinho no céu, certo?)

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:31

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