Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

12
Jul 12

 

Uma das notícias do dia é a situação de trabalhadores em más condições numa determinada obra, eventualmente funcionários ou mão de obra alugado de um armador de aço, subempreiteiro de um grande consórcio de construção.

Todos se vão desculpando de não saberem, ou não serem responsáveis, até o ACT diz que já sabia, mas não teve tempo, e daqui a uns tempos vai lá ver ( acho que esta afirmação devia... ser promovida a anedota do século: daqui a uns dias vão lá ver o quê? vão lá ficar à espera deles, é??)

Adiante:

A obra, no mínimo, deve ter um fiscal, coordenador de segurança, técnico de segurança e director de obra. Depois ainda terá encarregados, chefes de equipa....para não dizer todo o tipo de empregados e vários escalões de funcionários que um consórcio tem.
Alguém, um dia, já deve ter ouvido algo sobre esta situação, aliás, praticamente todos devem ter ouvido falar. Comentaram, cochicharam, calaram-se.
Porque já viram esta situação em dezenas de obras.

Por outro lado, quase todos estes maioritariamente homens, devem viver com os tomates entalados, e poucos terão tido a coragem de se chegarem ao seu superior hierárquico e denunciado a questão, e assim sucessivamente até ter chegado ao topo.

E ainda que o tenham feito, mesmo que tenha chegado ao patrão, se calhar levaram um não como resposta e ficaram por aí...

As regras dos alvarás são claras, mas sujam-se depressa.
O anexo I nas propostas do concurso não é para ninguém ler.

Reclamar numa empresa de construção é um risco, um atentado ao emprego. Mas foi sempre um dos poucos riscos que nunca me importei de correr. Nem sempre os resultados foram os melhores, para o meu lado.

Tão culpado como quem põe estes homens nesta situação é quem convive com ela de ânimo leve. Mas isto é só a minha opinião, deve haver outras. Também pode ser porque não tenho tomates, pelo que não ando com eles apertados. Só mesmo o coração...
publicado por na primeira pessoa do singular às 15:41

Ontem fui ameaçada por um empreiteiro, que acha que sou a culpada pelas desgraças que lhe estão a acontecer.

 

Fiz uma peritagem numas moradias, concluiu-se que havia defeitos de construção e agora ele tem que reparar.

 

Não é a primeira vez que me acontecem coisas destas, mas desta vez estou mais assustada, tanto mais que ele está a trabalhar em frente à escola das filhas, conhece o meu carro, onde trabalho, os meus contactos...

 

Ou então estou finalmente a ganhar juízo.

 

Como sempre, fui forte e não dei parte de fraca, porque senão sou espezinhada por toda a raça da laia dele.

 

mas o coração ainda bate.

 

Tomei providências. Beware, Xor Ilídio...

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:06

 

Receita para começar bem o dia:

1-estacionar o carro em frente ao trabalho, numa suave descida.
2-Não puxar em demasia o travão de mão.
3- sair do carro com pastas, chaves, telemóvel, carteira, lanchinho na mão.
... 4- dar atenção à senhora que grita que o carro está a andar sozinho
5- correr atrás do carro, (que já lá vai pela descida...)com tralha na mão, sem deixar cair nada
6- conseguir apanhar o carro, acertar no botão do comando, abrir a porta com o carro a andar, puxar o travão, tudo com as mão cheias de tralha, e sem deixar que o carro entre pelo muro da casa que está apenas a alguns metros.
7- travar o carro, entrar, e voltar a arrumar o carro no sítio certo
8- puxar o travão com toda a força e energia.
9-repetir 3
10- subir as escadas, abrir o escritório, e cair na cadeira, com o coração ofegante, pernas a tremer e com tudo a doer.
11- atender a simpática senhora que vem entregar metade da tralha que ficou pelo caminho, e que nem sequer reparámos que caiu.
12- agradecer à senhora, e a todos os santinhos
.....
.....

30- descobrir que as ameixas do lanche estão esborrachadas.

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:05

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