Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

07
Mai 12

Não sou de grandes afectos, não sou de agarrar, mexer , abraçar, mas sou fiel até ao fim.

 

Ainda que tenha sido sempre acarinhada, em criança, e ser a mais velha de 4 filhos, nunca precisámos de beijos e abraços para saber que estavamos unidos para sempre.

 

Quando conheci o namorado/marido, foi um castigo para começar a deixá-lo passar-me a mão pelo pêlo. E ele é o o único que o faz/fez. E fez e faz muito bem, adoro que o faça e espero que continue a fazê-lo todos os dias, durante longos anos. Diria que é um expert...

As minhas filhas e  marido, são os únicos com que eu contacto, pele a pele. Muita pele.

 

As sobrinhas também têm mimos que chegue, banhos e fraldas, mas muito menos pele.

 

As irmãs/irmão não precisam de pele.

Os pais sentem-me a pele de um beijo.

 

Nas obras, nas reuniões, a pele é a dura, a da palma da mão, num apertar forte, quase "à homem".

 

E agora, de repente, vejo-me quase forçada a tocar em alguém, para cuidar, tratar, mimar: a sogra.

Está a ser mais complicado do que eu pensava. O meu desconforto deve estar escrito na testa. Tenho de o apagar.

 

Imediatamente.

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 22:30

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