Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

12
Fev 12

 

comentário da Sra do balcão da Segurança Social:

"Oh minha senhora, isto é assim todos os dias, não imagina a quantidade de pessoas que aqui chega todos os dias a dizer que o patrão não paga, que o patrão não aumenta, que o patrão vai despedir...mas sabe o que é que eu vejo aqui todos os dias também? que os patrões estão bem pior que os empregados, e estão a perder tudo para manter as empresas a ...trabalhar, estão a entregar as casas, a entregar tudo para não falhar aos empregados, é uma tristeza".

Portugal é um pais de microempresas, e esta é a triste realidade. O que se vê são as grandes empresas. as grandes fortunasvs grandes dívidas, mas quem está na base são os pequenos. E entre os pequenos, por cada corrupto e abusador, se calhar há 10 que não o são, mas que fazem parte do mesmo saco.
E estas pequenas empresas não têm capacidade de grande investimento, se não estiverem ligadas a polos, clusters e universidades. Não têm acesso ao crédito. Mas não quer dizer que não saibam produzir. fazem até milagres.
mas longe do capote dos mecenas, não podem pôr o produto à venda a custo justo e real, nem conseguem promovê-lo sustentávelmente. E é a estas empresas que as grandes devem. E a quem nem o estado nem a banca perdoam ou favorecem.
E que têm de cumprir exactamente as mesmas regras de qualidade, segurança, higiene, tantas vezes desproporcionadas à dimensão, à realidade e à necessidade efectiva de assim ser.

Quem já não suporta ser empregado explorado( e nem sequer duvido que o sejam, lembrem-se que eu já estive desse lado!!!), faça um favor a si mesmo: demita-se e vá para patrão.
E no dia seguinte, verá tudo com outros olhos. Igualmente tristes e deseperados. mas sem garantias. Sem direitos. Sem subsídios. Sem dinheiro. Sem recebimentos. Sem trabalho.

É que isto no mundo das empresas pequenas não é como o supermercado, onde vammos, compramos e pagamos. Os supermercados têm as portas abertas, as pessoas entram, servem-se e pagam antes de sair, mesmo que contrariados.
Nas empresas pequenas, todos os dias temos de ir atrás de clientes. E inventar mais clientes. E depois de os encontrar, desdobrarmo-nos em vénias, em promoções e descontos. Em prazos pequenos de execução, em prazos alargados de pagamento. E, se muitas tentativas falhadas depois, lá convencêmos um, há-de reclamar, exigir mais e ainda mais, muito além do contratado. E depois de reclamar sobre o que está mal e sobre o que está bem, ainda teremos de esperar que pague, ou que venha a ter prespectivas de pagar, ou ainda que venha a ter intenção de o fazer.

Esta é a semana do IRS, da TSU, do IVA. Entre outra siglas.
Ninguém nos pergunta se temos dinheiro para o pagar. Pede-se aumento de salários. Também eu pediria. Também eu gostaria muito.
publicado por na primeira pessoa do singular às 11:01

Aqui estou eu, outra vez no pelotão de fuzilamento...

Ontem, houve uma grande manifestação.

 

E até acho muito bem...mas continuarei sem ir, enquanto o que se pede não é para todos, mas para alguns.

Enquanto for convocada, e não for expontânea.

 

Nesse dia irei irei.
publicado por na primeira pessoa do singular às 11:00

Ontem andei a apanhar lenha, coisa que não fazia há bem mais de 20 anos.

 

Lembro-me de irmos com o avô Zé, na carroça da burra. Ontem, fomos mais chiques, de atrelado no carro...

As míudas, de botins e luvas, lá andaram de volta das pinhas, do galhos mais pequenos, o marido e o sogro de motoseera e machado, e eu de volta do carro de mão e ocopada no lançamento do tronco.

 

Hoje, os homens voltaram ao pinhal, as miudas estão na minha cama a pseudofazer os TPCs e a ver televisão, e eu vou por as mãos no quintal.

Da varanda.

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 09:08

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