Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

06
Fev 12

Hoje terei o que penso ser o último exame do mestrado.

 

Não me apetece estudar. Por outro lado, estou empenhada n uma boa nota.

 

Sei daquilo que se falará no exame aos potes, às carradas, às paletes, uma vez que já trabalho naquela área desde 1998, pelo que tenho obrigação de saber algumas coisitas. Por outro lado, faltam-me alguns formalismos e outras paneleirices que nada interssam na vida real, mas que fazem toda a diferença num exame.

 

Se eu não ler nem mais uma folha, sei que vou ser aprovada. Mas não terei o 19 a que me propús, talvez um 15, e, desta vez 15 não me chega. ( a mim, a quem um 10 chegava, em disciplinas de cálculo, um 15 não chega para disciplinas de coisas práticas de obra, e ponto final)

 

Pior que isso é a dor de corno. Não sou a mais velha do curso, mas quase. Tenho 37. Ao meu lado, putos de 22 e 23 que se preparam para ser mestres, sem algum dia terem posto um pé numa obra. Putos que têm boas notas num exame, mas que não sabem dar soluções a um problema real. Putos que recitam decretos e tabelas, mas que não sabem discutir a validade de um sistema de construção.

 

E isso deixa-me....lixada, com ph.

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 14:30

Tantos anos a estudar para acabar "acordada"

Ou empresária da treta, mal paga

E nem receber uma gorjeta a que chano ordenado

Eu não tirei o Curso Superior de Otário

… não é falta de empenho

Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho

Ainda o mês vai a meio já eu ‘tou aflito

Oh mãe casava-me com um rico em vez de bonito

É segunda feira

Não dormi a noite inteira

Na conta não há um tostão

Alguém me arranje clientes

Boms Boms Boms Boms

Já Já Já Já

Eles não pagam os trabalhose a burra aguenta

Mas qualquer dia a bolha rebenta

De boca em boca nas redes sociais

Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais

Pagar impostos é impossível

peço dinheiro à famíla para que chegue para o IVa

Pago tudo e a todos, não posso ter uma dívida

Preciso de mais trabalho, alguém que me ajude

É segunda feira

Não dormi a noite inteira

Na conta não há um tostão

Alguém me arranje clientes

Boms Boms Boms Boms

Já Já Já Já

É segunda feira

Não dormi a noite inteira

Na conta não há um tostão

Alguém me arranje clientes

Boms Boms Boms Boms

Já Já Já Já

Basta ser honesto e eu aceito propostas

O marido já não tem paciencia para isto

Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?

Não tenho condições nem para alugar uma tenda

E os bancos só emprestam a quem não precisa

A mim nem me emprestam pa mudar de camisa

Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço

Hoje é segunda feira vou já tratar disso

É segunda feira

Não dormi a noite inteira

Na conta não há um tostão

Alguém me arranje clientes

Boms Boms Boms Boms

Já Já Já Já

É segunda feira

Não dormi a noite inteira

Na conta não há um tostão

Alguém me arranje clientes

Boms Boms Boms Boms

Já Já Já Já

publicado por na primeira pessoa do singular às 09:57

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