Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

03
Ago 11

Ficar parada, especada, imóvel, atrás de outra pessoa, durante tempo sem fim, até que alguém me diga," porque é que não se senta?"

Não ter nada para fazer, por não se ter nada começado (????, e que tal começar?)

Não saber onde pôr, o que fazer, onde arrumar, sem antes ter de perguntar

Demorar 45 minutos no duche e sair da casa de banho ainda por vestir, arranjar, e sem saber o que fazer

Encher a carteira de tralha só porque sim, e arrastar quilos, sem qualquer sentido, só porque sim, porque sempre arrumou ali as coisas...

Não ter a cabeça aberta para novas situações, tão simples como comer sardinhas assadas ao jantar ( sardinhas são às 18h!!!), e ainda por cima ter sopa a acompanhar ( Não se come sopa com sardinhas!!!?), ou saldas com pratos quentes ( onde é que diz que não se pode?)

Ou dar as respostas e desculpas mais esfarrapadas da história para justificar o injustificável

Ou achar que arrumar a cozinha e limpar e arrumar a loiça é mais importante que sair para a praia, num dia de férias

E que à sexta feira é obrigatório mudar os lençois, ainda que no sábado seja a última noite que vamos usar a camar.

 

nem quero arrastar os pés, ficar cegueta e marreca, com um hálito medonho a desprender-se da placa

 

 

Mas também não quero que me deixem só

 

Como eu não a deixo, ainda que me faça perder a pouca paciência que tenho. Ainda que seja a sogra.

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:23

era quase meia noite, e eu passava a ferro. No corredor, vestígiods das férias, que tinham de ser arrumados, porque hoje é dia de D.São.

Eu ouvia-o andar para trás e para a frente, e a certa altura fartei-me e perguntei: mas o que é que andas a fazer?

- Estou a arrumar a tralha do corredor...

 

Portanto, colocou os sacos- cama no armário, e limpou escrupulosamente os vestígios de areia dos frascos de protector solar. E fechou uma porta que eu deixei aberta.

 

Eu, acabei de passar o lençol, pús roupa suja para lavar, arrumei sapatos, sapatilhas, sandálias , tudo o que foi para férias, produtos de higiene, mala de primeiros socorros, arrumei os sacos e mochilas vazias. E esqueci-me de uma porta do roupeiro aberta, pelos vistos.

 

Mas ele estava a arrumar.

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:16
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