Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

25
Fev 11

Mãe e filha. Mãe portuguesa, velha, caquética. Filha inglesa, homem aprisionado num corpo com vestígios de feminilidade, deve rondar os 40 anos. Bêbada até dizer chega.

Discutem, brigam, agridem-se mutuamente.

Fartei-me de chamar a polícia. Já perdi o conto das vezes.

 

E no entanto, a parte negra em mim: ouvi-las discutir, é como estar a ouvir um sketch da British Comedy.

 

Em versão real. Cómica. muito trágica

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 23:28
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Acordo com a maldade no corpo, a soltar-me a lingua: então o DL80/2006 não era para poupar energia, melhorar isolamento, e afins? então porque é que os edifícios novos, em especial os do estado, e nomeadamente as escolas de arquitecto que, escandalosamente, têm custado milhões à custa de uma feira de vaidades e de soluções construtivas e materiais à medida da fotografia e da revistinha de arquitectura, passaram a ter maiores custos com energia e água?

Escolas feitas à pressa, com prazos irreais, com gostos interessantes mas pouco racionais, construtores espremidos até ao tutano a usarem "soluções mais económicas", e depois è ver nos jornais que caiu o reboco, que o chão empolou, que entra água, que não têm dinheiro para pagar as contas da água e electricidade...

O DL e as obras são coisas distintas.

Ao DL,famoso RCCTE, tenho-lhe um desprezo desde o dia em que o conheci, porque de boas intenções está o inferno cheio, e aquele, no meio de tantas intenções, transformou-se quase no oposto do que devia. Quem o fez não anda nas obras. Quem o fez retira-me o direito de saber se eu tenho frio ou calor, diz-me a que temperatura devo estar. Quem o fez contraria regras seculares de bom senso. Quem o fez, diz que poupo energia introduzindo equipamentos que a gastam, achando que , por estarem previstos, vão gastar menos do que outros de que eu me venha a lembrar. Quem o fez, parece esquecer-se que as pessoas não estão formatadas por um regulamento. Apeteceu-me rir, e dizer : bem feito! Por isso rio-me e digo: Bem feito!

Quanto às obras, gosto tanto, que me doi ver o estado a que chegaram: primeiro, as obras são milhares de folhas, formulários, aprovações, certificados e conformidades. E se existirem os papeis todos, então a obra está óptima, mesmo que os trabalhadores trabalhem horas a mais, por salário a menos, mesmo que as pequenas empresas com bons trabalhadores fechem por falta de pagamentos, e sejam trocadas por trabalhadores temporários, explorados, sem experiência. mesmo que os materiais bons sejam trocados por coisas que se lhe assemelham só porque têm um carimbo e custam metade. Mesmo que os prazos sejam curtos, e que depois aumentem desmesuradamente, mesmo que esses prazos comprometam segurança e qualidade. Desilusão. Desilusão com um trabalho que eu costumava adorar fazer...

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:04

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