Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

22
Jun 10

Passei os anos 80 na Escola.

Até 85 na escola Primária de Costas, até 1990 no Externato Afonso Lopes Vieira, na Marinha Grande.

 

Na escola primária tive sempre a mesma professora, excepto quando foi substituída por uns meses, em licença de maternidade.

 

Fartei-me de aprender, levei algumas réguas, jardinei, fui buscar água à fonte.

 

Os dias eram de trabalho sério, e sem metade do dinheiro ou condições, faziamos muito mais, sem cá as mariquices das AECs. Não aprendiamos inglês, mas tinhamos música, teatro, expressão plástica e ginástica, tudo integrado nas aulas, porque a mesma professora sabia como ensiná-lo, melhor ou pior. E sem contínuas, ou Auxiliares, ou melhor ainda, assistentes operacionais.

 

Foi o sítio da minha 2ª paixão platónica, que durou os quatro anos e depois se esfumou no ar. Era bonitinho. Continua jeitoso. Desinteressante, no entanto.

 

Não mantive contacto com quase ninguém.No entanto, alguns colegas são pais das minhas filhotas, que aprendem no mesmo local, mais renovado, e temos um relacionamento cordial, mas sem grandes amizades e sem qualquer intimidade. A outros, que ficaram na terrinha, vejo-os a passar de carro, sem um adeus ou olá.Um dia destes alongo-me sobre este tema.

 

Quando fui para o 5º ano, desterraram-me, a contragosto para o "Colégio". Admito que foi o melhor que me podia ter acontecido.

Ia com grande bagagem da escola primária, conhecia só uma ou duas pessoas. A organização e qualidade de ensino fizeram a diferença. A chefia do padre, também. Não era um sítio de luxos, mas foi um sítio bom para crescer.

 

Aqui se formaram duas grandes amizades, que se mantém, embora um pouco afastadas. T e S.Nascidas no mesmo dia, na mesma maternidade, no mesmo quarto, de mães amigas.T foi a maior amiga e maior rival, maior inimiga, maior colega, maior desilusão, maior desafio. Raramente nos encontramos. Mas é bom vê-la de volta. S é a amiga de nostalgias. Podemos passar um ano sem nos vermos, que quando nos encontramos parece que dissemos adeus há 5 minutos atrás: a conversa está sempre em dia. É bom haver uma pessoa assim na nossa vida.

 

Foi o tempo das apaixonites, dos slows nas festas da escola, de ser um misto entre "A Sabichona" e patinho feio. Tirei vantajem dos meus conhecimentos e da minha capacidade física de então. Cresci e desenvolvi-me.

 

Este foi o sítio da minha 3ª paixão platónica, levada aos extremos. Nunca passou disso. Não resistiu à mudança de escola. Parecia-me fabuloso, hoje tenho sérias dúvidas se algum dia deixou de ser o menino da mamã, que se encostou à sombra da bananeira do pai, desperdiçando uma grande inteligência e capacidade... Perdeu o corpo escultural e se eu pareço um texugo, então ele parece um elefante. Parece que não se perdeu grande coisa

 

Aguardo ansiosamente a marcação de um jantar de ex alunos, para ver como é que a vida sorriu para uns e outros. No meio de tantas coisas más, à distância e sem saber de mais ninguém, acredito que possa ser das mais felizes e realizadas.

 

Agradeço a George Michael, ao Phil Collins e Sting, à Whitney Houston e à Tracy Chapman, aos Cure , Madona e Tina Turner, Bruce Springsteen, Brian Adams, Europe, Reo Speedwagon(?) por belos momentos de musical.  Já disse que adoro a música dos 80's?

Escolhi estas, podiam ser quaisquer outras, que eu ia adorar na mesma

 

http://www.youtube.com/watch?v=ASWKXV2EMlg

 

http://www.youtube.com/watch?v=2Sd0W1RyMnE

 

 

E mais uma especialíssima, que continua a arrepiar-me...Já perdi a conta de quantas vezes já vi o filme.

 

http://www.youtube.com/watch?v=f90YCdYIADQ&feature=related.

 

Errado: era esta

 

Hei-de voltar a este assunto...

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 16:50

A muitos quilómetros de distância, numa viagem de trabalho contra vontade, dizia-me ele ontem à noite, que o quarto de hotel era a 30metros do mar, límpido, transparente e calmo.

Esta madrugada levantou-se e foi mergulhar, nas águas que descreveu com o quentinhas, antes de ir trabalhar.

Há países com tudo, e que não sabem ter nada...

 

Na fábrica, tudo mal, obrigada. Pensa ele que aterrou no ferro velho.

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:20
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