Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

05
Abr 12

Se há momentos da vida em que estou rodeada de homens ( leia-se : obras e estudos!!!), a minha vida está , naturalmente, rodeada de mulheres. Uma família natural cheia de mulheres, uma famiíla adquirda cheia de mulheres, um bloco de escritórios cheio de mulheres, muito poucas mas muito boas amigas.

 

Todas diferentes, mas em tudo semelhantes.

 

Quase todas têm filhos, e isso inclui uma lista de preocupações maior do que o papelinho do supermercado no início do mês: o carinh e o afecto,o bem estar, a educação, a alimentação e vestuário, os estudos, as agendas de actividades, as "growing pains", as birras, os amigos.

 

Quase toda têm maridos( ou equivalente), e nesse campo, nem tudo se resume a actividade lúdica debaixo do lençol. Todos os dias há que treinar uma convivência respeitadora, capaz de sobreviver às diferenças de género, personalidade e modo de ser, e de suprir as necessidades mútuas. Acresce que este marido, ( ou e quivalente), é mais um que entra para a categoria de filho, e para a lista de preocupações.

 

Quase todas têm um emprego, mais ou menos agradável, menos ou ainda menos remunerado, com horário pior ou muito pior, mais perto, mais longe ou ainda mais longe, e todas já devem ter experimentado, centenas de vezes na vida, ou centenas de vezes no ano, ou centenas de vezes no mês, a sensação: vou mandar esta m$%&/() toda pró c$%/(/&/...

 

Quase todas têm casa, ou toca, ou armazém de tralha, ou o que lhe prefiram chamar, um sítio com cama, nem sempre feita, mas onde é suposto ir, pelo menos dormir. E este sítio trás regalias excepcionais acopoladas, como: manutenção e limpeza, aprovisionamento e gestão de stocks, encargos económicos fixos e variáveis com dias certos para se pagar. Basicamente, quase se engloba no capítulo emprego, não remunerado, tirocínio, prática e especialização numa série de profissões: empregada de limpeza, criada de servir, lavadeira, engomadora,fiel de armazém , gestor de compras, economista, governanta...

 

Quase todas têm actividades extra: as actividades extra dos filhos ou marido, actividades extra de trabalho ou estudo, ou reuniões da escola, ou do condomínio, ou da catequese ou do não sei quê, actividades extra decorrentes de necessidade colateriais de pessoas que nos estão próximas, ou, vá-se lá saber como, de lazer!!! Mas o dia não tem mais horas, muito menos a noite.

 

Por isso é que quase todas são fortes. ( sem lamechices de feminista, raça que abomino, a par das bicharocas: bicharocas são o/as que não  cabem no grupo de homens e mulheres que, respeitosa e corajosamente assumem ser como são nas suas escolhas, porque lhes falta o respeitosamente- por eles e pelos outros)

 

Ser forte não é ser gorda, mas pode ser aceitar sê-lo, sem, contudo, desistir de deixar de o ser. Mas sem deixar de existir.

 

Ser forte não é subir as escadas com sacos de compras num braço, os filhos ao colo, e arrastando o marido, mas pode ser supir a um arranha-céus, pelas escadas, com eles nas palmas das mãos e no coração, mesmo que o saco venha vazio, ou fique para trás.

 

Ser forte não é ter capacidades físicas ou aeróbicas, mas pode ser, não as tendo, carregar às costas toda a casa, os filhos e o marido, e encavilitar em cima as preocupações dos outros.

 

Ser forte, não é ter um estômago grande para engolir tudo, mas pode ser fazer como a cobra, engolir inteiro e esperar uns das até que tudo esteja digerido, e não como a vaca, ruminando em diversos estômagos, e depois voltando para trás, carregado de fel...

 

Ser forte, não é ser a super mulher, mas pode ser ser-me uma mulher especial. Mais encantadora que bonita. Mais terna que cumpridora. Mais criativa que rigorosa. Mais atenta que disciplinadora. Mais que, não em vez de, porque tudo faz falta.

 

e só sei ser forte assim: dando inportância ao que  

É IMPORTANTE:

 

Ser uníca e ser eu

Ser  mais mãe, mulher e filha

Ter consciência do meu valor próprio

Conhecer os meus pontos fortes e as minhas  limitações

Reconhecer os pontes forte e as limitações dos que me rodeiam, e aceitar

Trabalhar para satisfazer necessidades de alimentação, habitação e vestuário

 

 

POUCO ME IMPORTA

 

Procurar a aprovação dos outros no que faço penso ou decido

Ser refém de regras, detalhes, hábitos e preconceitos

Ser escrava de mim e da casa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:03

comentário:
Gostei! Nos pormenores demonstra-se a força e a resistência às adversidades .
Alice Alfazema a 5 de Abril de 2012 às 13:29

Selo concurso
limetree
mais sobre mim
Abril 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
12
13
14

15
16
17
18

22
23
24
25
26
28

29
30


Selo concurso
limetree
blogs SAPO