Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

08
Mai 15

Obviamente, estou velha.

Quando era teenager e comecei a namorar, os meus pais eram ( velhos) da idade que tenho hoje, mais mês menos mês.

Nessa altura, os meus avós (eram muito velhos) tinham pouco mais idade que os meus pais hoje têm.

Os meus pais eram adulto há que tempos, com quatro filhos. A mim, parece-me que sou uma garota, com três. Os meus avós, velhinhos, velhinhos, destilavam morais e bons costumes , azucrinavam a minha mãe sobre o meu namoro ( ó senhores, eu casei com o primeiro e único namorado "quase " virgem, pela igreja, tudo como deve ser, ao fim de 9 anos de namoro , está quase a fazer quinze anos!). 

A minha mãe amochava à frente deles e chateavam-me o juízo a mim. Raramente os contrariou. Quando agora é a azucrinar-me em relação aos meus filhos, umas vezes finjo que não ouço, outras respondo-lhe como me parece melhor. Umas vezes tem razão, outras nem por isso. isto quer dizer que a contrario muitas vezes.

Por essas alturas, os meus pais eram independentes. Nós também, mas parece-me que eles tinham conquistado maiores vitórias. A casa, por exemplo, uma grande casa, e nós um pequeno apartamento. Eles um bando de filhos que chegaram todos à universidade, nós a fazermos contas à vida como será daqui a 6 anos quando a mais velha levantar voo em direcção à universidade. Eles sem estudos para além do secundário, nós com universidade e cursos e recursos.

 

Para todos os efeitos, os meus pais pareciam saber sempre tudo, o que fazer, a melhor decisão a tomar...e eu tenho dúvidas, tantas e tantas vezes, e hesitações... e dores de barriga.

 

Os meus pais não ficavam até tarde na cama ao fim de semana, não andavam pela casa em pijama ou em roupa interior, não partilhavam a casa de banho com os filhos. Os meus pais não preguiçavam no sofá ao final do dia.

Eu olho para trás, e eles parecem ter tido sempre a mesma cara, tal como os meus avós que já morreram há uns anos.

Custa-me a acreditar que eu tenha essa cara.

 

No fim de semana passado, mais um daqueles em que apanhámos chá de cadeira a ver actividades desportivas das garotas, olhava para outros pais e mais, mais ou menos da minha idade, e descobria em todos rugas, cabelos brancos ( hoje não tenho, pintei ontem a miséria do cabelos), e só pensava como tinham ar envelhecido. E que eu não estou assim, ( baixinha, gorducha, com papada, de cabelo quase todo branco se não o pintar, barriga saliente, coxas grossas, pernas inchadas, dói-me tudo, mas não estou velha!!! que ideia!!! Pudera, se fujo dos espelhos, para não me ver mais do que o estritamente necessário, tirando a excepção do espelho do carro onde se vêm bem pelos a arrancar no queixo e pontos negros no nariz).

 

O esposo ouviu a mais velha falar dos pais estarem velhos com uma amiga. ia-lhe dando uma coisa má. Que raio, cheguei agora aos 40!!!

a REALIDADE é uma coisa qe pode ser mesmo muito feia!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 18:14

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