Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

14
Jan 15

http://www.sol.pt/noticia/121729 Quando a R nasceu, não gozei por completo, por motivos de força maior: foi mesmo preciso ir trabalhar. Mas despedi-me do emprego onde estava antes dela nascer, porque o patrão achava que ao fim de 15 dias eu devia voltar ao trabalho. Quando a I, gozei por completo. Mas mal regressei ao trabalho, não consegui gozar o tempo de amamentação, porque estava a trabalhar longe de casa , com um horário sobrecarregado. Com o M, a coisa está a ser diferente: a trabalhar por minha conta, mesmo contando com ajuda, não posso ficar uma série de meses fora do meu trabalho, sob pena de ter de fechar a empresa. Para além de não ter deixado de trabalhar em casa ( já para não falar no hospital...), desde os 20 dias que o jovem tem umas estadias mais ou menos prolongadas em casa da avó, alguns dias por semana, para eu trabalhar. Ainda não tem 2 meses. Fico com remorsos, mas tem mesmo de ser. Contra todas as minhas convicções. No meio disto tudo, a coisa boa é ser eu a gerir o meu tempo, e ter uma avó disponível para o cachopo. De resto, nada de bom. Cansaço, acumulação de tarefas, irritação, desgaste familiar. Mas aí está, tem mesmo que ser. Se pudesse, seria de outra maneira. Por outro lado, acredito que se as mães e pais tivessem mais flexibilidade laboral, se pudessem fazer algumas horas diárias ou semanais, ter um lugar onde deixar os filhos ou poder levá-los para o trabalho, sem descriminações, perseguições, contabilização louca de horas e minutos perdidos ou trabalhados...não só na licença, mas num período alargado ao crescimento dos filhos...tudo poderia ser bem diferente e melhor.

publicado por na primeira pessoa do singular às 15:00

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