Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

23
Mai 14

Sei que sou, quando abro a boca numa crítica.

O que tenho a dizer, digo, com todas as letras, sem figuras de estilo, sem elegância, sem "souplesse", sem subterfúgios. Preto no branco. 

 

às vezes corre mal, outras nem por isso. Depois, vivo com as consequências do meu acto: alívio, na maior parte das vezes, ou o morder a língua e pedir desculpa, enfiada num buraco, num número mais reduzido.

 

Depois, dou por encerrado o assunto, e começo do zero.

 

É que o que mais me custa é andar a remoer sobre as coisas, a perder horas do meu sono precioso e cada dia mais escasso, dias após dias, semanas após semanas, meses ou anos a fio.

 

Por isso não sou boa nem em segredos nem em mentiras, nem em dar "cobertura".

 

Por estas e por outras, sou "persona non grata" em tantas coisas, estorvo e empecilho noutras. Por estas e por outras tenho o defeito de não conseguir virar costas a uma luta que ponha em causa coisas ou pessoas em que acredite, ame ou estime.

 

Por estas e por outras, não me cabe a lingua na boca.

 

Por estas e por outras é que só não durmo bem se me doer alguma coisa, no corpo ou na carteira, porque no coração e na consciência é raro ficar alguma coisa a doer.

 

 

E por ter de andar de matraca fechada, e de ser má como as cobras, ando a morder a língua...o veneno começa a circular em mim, e só espero que não me tolde o coração e o discernimento, que a vista já me toldou...

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 20:01

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