Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

01
Jan 15

Era dia 30 à noite, e estas almas nem planos tinham para a passagem de ano. Por fim o marido lá se chegou à frente: o pai tinha convidado para irmos lá a casa. Ainda pensou em dormirmos lá, mas isso já era demais. Conenvencemos os meus pais a irem também. O borrego ficou rijo que nem cornos, mas foi o que se conseguiu fazer. O resto, do que fiz, do que fizeram, do que comi, até nem estava mau, mas independentemente disso, o melhor foi ter passado quase toda a noite no sofá com o pequenino ao colo. As garotas pintaram-se e dançaram, e foi o melhor que fizeram, abençoada wii, senão era o tédio geral. Eu lá fui abrindo e fechando os olhos enroscada no bebé perto da lareira, ouvindo vez sim vez não as cantorias na televisão. O marido conclui que somos bicho do mato, não nos damos com ninguém, a nossa vida é casa e trabalho. Acrescentaria também casa dos pais e actividades das filhas. Acrescentaria também que não há orçamento para jantaradas e saídas. Como tal quer o quê? Milagres? Não faço questão de festas, mas há anos e anos que é sempre o mesmo, ficar com os pais, para que não fiquem sozinhos. Às vezes ainda conseguimos a companhia das minhas irmãs, cunhados e sobrinhas...às vezes! Regressados a casa, eu a conduzir, zerissimo de álcool, fomos para a cama, dormir claro está, eu a usar uma fabulosa peça de lingerie azul chamada protector de mamilos gretados e cheios de purelan em flanela macia, para ter menos dores, ambos de pijama quente, que estava um grizo. E duas mamadelas depois, aqui estou eu a escrever directamente do "trono", pai e filho dormem, das filhas nem se ouve um pio, e eu aqui a penar com dores de barriga, dores de corno, dores de alma, e a esperar que tanta merda junta não seja o prenúncio do ano. É que já vai haver que chegue nas relações familiares e laborais dos meus pais e tios, na falta de trabalho suficiente para eu voltar a ter um ordenado estável, no ano escolar com exames para as duas filhas, para continuarmos a caber todos neste apartamento...e sei lá mais o quê... Pronto, já passou: o ano, a noite, a dor na tripa e no coração. Puxe-se o autoclismo.

publicado por na primeira pessoa do singular às 08:28

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