Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

20
Mai 15

Às vezes estou a subir as escadas para o escritório e penso se não é nesse minuto que vou desaparecer neste buraco negro.
Se percebesse muito do assunto, diria que este edifício é uma coisa anti matéria, ou anti empresas, pequenos negócios.

Estou aqui desde o final de 2007/início de 2008. Quando cheguei, diversas placas de publicidade anunciavam negócios que já cá tinham estado, mas nunca os cheguei a ver. Com o passar dos anos, que não têm sido fáceis, vejo nova gente a chegar, a partir, a chegarem outros para os substituir, a partirem também, e um dia, ninguém os substitui, a não ser uma placa na porta ou na janela com um " arrenda-se" ou "vende-se", ou nem isso, apenas uma porta ou vidraça fechada.

O sítio é bom, e não acredito em bruxarias ou maus olhados. Então a culpa é da freguesia, grande, mas tão pequena em tanta coisa, tão perto dos arredores, tão longe do centro, e depois concluo que não...não deve ser, porque se passarmos às 3 ou 4 capitais de concelho que a circundam, o cenário é igual!

Não é do edifício, não é da freguesia, do concelho...será do distrito? Vejamos: central, servido de estradas e linhas férreas, a menos de duas horas de distância das principais cidades do pais, encaixado entre o mar e a serra, dotado de um mercado empresarial variado e reconhecido...e no entanto...logo ao lado é igual ou pior!

Será do país? o paraíso dos low costs para grandes bolsas internacionais? o paraíso de estrangeiros em busca de sol, comida boa, diversão, casas "baratas"? O pais no topo de todos os guias de viagens e turismo internacionais por todos os motivos que nos possamos lembrar? Será?

SERÁ DAS GENTES? será de nós que tentamos, tentamos, tentamos, e depois de levar porrada de todos os lados, encostamos às boxes por já não termos meios para pagar a mais pequena peça sobresselente ou de substituição? que não temos um tostão para ir gastar em mais do que o básico, já subtraído da bela promoção do hipermercado?

Não sei, mas a coisa não está fácil! em especial para quem todos os dias tem de pensar: o que é que esta empresa vai ter para fazer amanhã? ( pensar no próximo mês, no próximo ano, nos próximos dez, seria a atitude correcta, mas como as coisas estão, "amanhã, sabes bem, é sempre longe demais"!

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:03

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