Sobre mim e outras coisas, irreais, ou nem por isso...

15
Mai 12

Há pais que não podem, não conseguem, não suportam economicamente, ou não têm ao seu dispôr, uma escola melhor.
Destes, há pais que dão o seu melhor para que a escola dos seus filhos e dos filhos dos outros possa ser melhor, pela dedicação e trabalho, pela iniciativa.

Depois há ministérios que dão cabo disso. E câmaras que, a coberto dos tais ministérios, tratam de acabar com isso. E vereadores, que nem que tivessem 10 olhos e 10 ouvidos, (e o mesmo acontecendo aos seus acessores) que, defendidos debaixo do que chamam regras e leis ( que eles proprios fizeram e aprovaram), enterram mais um bocado esse esforço.

Isto é o que a Câmara de Leiria está a fazer às CAFs, em especial às dos pequenos centros urbanos. Digo-o com todas as letras, e sem qualquer medo de represálias. A diminuição de verbas, que atinge os 70% inviabiliza o seu funcionamento, pelo que os pais terão de mudar os filhos de escola, ou sujeitá-los a transportes entre diversas localidades, para efeitos de prolongamento de horário e serviço de refeições. Há já meninos que começam a "sair" para almoçar às 11 e pouco da manhã...para dar tempode transportar todos em carrinhas de 9 lugares, muitas vezes sem licença. Se é que se pode chamar almoço àquilo que é servido à crianças.

Depois de muitas reclamações da qualidade e quantidade do que é servido, a Câmara optou por fazer ajuste directo à mesma empresa que durante este ano lectivo prestou um péssimo serviço, alvo de reclamações, no Agrupamento de Escolas de Maceira.

 


Se o interesse é fechar escolas, e afastar os "custos" dos alunos para as escolas dos concelhos vizinhos, força, estão no bom caminho!

As minhas filhas, e outras filhas e filhos, poderão estar muito bem na eminência de deixar a escola na Maceira, e mudar para a outras escolas dos municípios da Batalha, Marinha Grande ou Porto de Mós.

Quem não luta por nós, também não merece o esforço de lutarmos por eles. Com muita pena minha. Esta semana, tudo se decidirá...

publicado por na primeira pessoa do singular às 09:51

14
Mai 12

Há anos que ando a adiar a vida.

 

Devia ter uns 14 anos quando fiz testes psicotécnicos, e vinte e tal anos de distância, começo a ter a sensação que foi como se me tivessem lido a sina.

E que eu tentei desafiar essa sina, ou que fiz qualquer coisa errada pelo meio. Isto, digo eu, que não acredito em sinas, mas que acredito em "efeito  borboleta". Suponho que sim, sou mais uma prova da teoria do caos.

 

Aos 14 anos nem namorado tinha, mas por me ter sido perguntado, estruturei a minha via: curso universitário, casar aos 25, 3 filhos...

E quando aquilo disse que eu podia ir para tudo, menos silvicultura, pescas e música, eu devia ter achado estranho.

 

Fiz o curso na área de engenharia, como sugerido, e fiquei feliz. Não fui brilhante, mas fui bem sucedida, como acredito que teria sido num curso de letras, de história, ou num de medicina. Arranjei facilmente emprego, onde fui bem sucedida durante vários anos.

 

Casei-me aos 25, e não me arrependo, com o primeiro namorado que tive.

 

Não tive os 3 filhos.

A "leitura da sina" não me avisou de ovários poliquistícos, de insulinoresistência ou de infertilidade. Nem que eu iria engordar para o dobro do peso que tinha nessa altura. E que isso tudo junto ia condicionar os filhos, as injecções, comprimidos e milhares de euros para a primeira, repetição dos comprimidos para a segunda, e muitos meses de espera. Não previu que escolhendo a engenharia civil, a minha vida ia mudar, os horários, a velocidade, a alimentação, a falta de exercício, o cansaço, se iriam conjugar com os ovários e com o pâncreas para dar cabo da vida estruturada por perguntas, cruzes e bolinhas.

 

Comecei a engordar há quase 14 anos. Quando comecei a trabalhar. Dupliquei.

 

Dietas iô- iô, fizeram com que eu deixasse de ser um I e passásse a O. Com mais frustração. Mais confort-food. Mais frustação. Mais confort-food...mais meses à espera do terceiro filho. Mais frustação. Mais confort-food. Mais gorda. Mais frustada. Mais dieta. Mais frustada.Mais confort-food. Mais gorda. Mais meses. Mais Frustrada. Mais confort-food. Mais gorda.

Estou dentro desta espiral há anos.

 

Todos os dias penso, ao deitar, vai ser amanhã. E quando começa o dia, e acordo cansada, moida, dorida, penso: logo. E quando entretanto chega o logo, e chego cansada, moida, dorida, volto a pensar: amanhã.

 

Vou emagrecer e ter o meu bebé, penso. Depois, nem emagreço, nem tenho o bebé. Engordo.

Vou emagrecer, por mim e pelo R, ele merece, tem sido o melhor dos maridos, e merece uma mulher melhor. E vai ser ainda melhor, quando estivermos juntos. Porque seu eu estiver saudável, serei melhor. Depois, não emagreço. Engordo.

Vou emagrecer, pelas meninas, porque precisam de um exemplo de mãe, e eu quer ser mais activa, com elas, para que , mesmo que esteja nos genes, mesmo que esteja na sina, elas não fiquem como eu. E porque precisam de mãe.Depois não emagreço. Engordo.

 

Estas são as melhores razões e motivações que eu poderia ter, e não me estou a deixar motivar.

 

E como se isto não bastasse,  cada vez que marco uma consulta, inicio tratamentos, todos os médicos e especialistas olham para mim como se eu fosse maluca por querem mais um filho.E fica sempre a ideia, que já meti na cabeça, já que sou doida e quero o filho,  primeiro devia ter o filho, e só depois submeter-me aos tratamentos mais radicais.

 

E por quere tanto esse filho, vivo a vida em metades de mês. Não tomo medicamentos que me podiam aliviar as dores, ou tirar a fome, ou esquecer a frustração, e espero pelo filho, que não chega. E no mês seguinte, volto a esperar, e no outro, e no outro...e não emagreço, nem engravido, nem filho melhor.

 

E desta vez, já lá vão 3 anos. E eu aqui, a continuar a adiar.

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:18

10
Mai 12

Uma paixão platónica do tempo da adolescência, que nunca deu pela minha existência durante os anos em que partilhámos a sala de aula " amigou-se-me" no FB.

 

Há coisas nesta vida....

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:17

Deitei-me com o teste por fazer, e tudo me doía.

 

Sonhei, quer dizer, tive pesadelos...raspei o carro numa estrada estreita, andei perdia em ruazinhas estranhas, caiu o telhado da casa de banho, e dei por mim a fazer um teste de cores junto aos morangos selvagens do quintal da minha avó, aonde não vou há quase 20 anos. E depois o teste dava que era um bebé que estava a morrer.

 

Rebolei na cama ente as 3 e as 4 e meia da manhã, e lá me decidi a levantar. Fiz o teste, deu negativo, como de costume, voltei a deitar-me e adormeci na concha do marido.

 

Voltei a sonhar, com obras num deserto, pontes e estradas, ( sonhar com obras, para mim, é bom!) e eu conseguia sentir a areia, grossa. E de repente, junto aos pilares da obra saiem meninos negros a cantar, sobre como era bom aprender, e conhecer linguas, e dirigiam-se para uma escola tribal.

 

Depois surgiu um rio, com águas claríssimas, e começaram a nascer peixes, e o deserto começou a verdejar. E eu a fazer grandes planos de organizar a comunidade, de modo a permitir a prosperidade, sem danificar os recursos naturais...

 

 

O meu cérebro faz-me coisas destas.

Ainda assim, não consegui compensar toda a tristeza, com esta visão do paraíso

publicado por na primeira pessoa do singular às 09:58

09
Mai 12

Já esperei mais do que eu qualquer outra das vezes.

Já fiz o teste dezenas de vezes na vida.

Mas cada vez me assusta mais voltar a ver um Não.

 

Mas antes de pintar o cabelo, preciso de saber, não é?

publicado por na primeira pessoa do singular às 15:01

07
Mai 12

Não sou de grandes afectos, não sou de agarrar, mexer , abraçar, mas sou fiel até ao fim.

 

Ainda que tenha sido sempre acarinhada, em criança, e ser a mais velha de 4 filhos, nunca precisámos de beijos e abraços para saber que estavamos unidos para sempre.

 

Quando conheci o namorado/marido, foi um castigo para começar a deixá-lo passar-me a mão pelo pêlo. E ele é o o único que o faz/fez. E fez e faz muito bem, adoro que o faça e espero que continue a fazê-lo todos os dias, durante longos anos. Diria que é um expert...

As minhas filhas e  marido, são os únicos com que eu contacto, pele a pele. Muita pele.

 

As sobrinhas também têm mimos que chegue, banhos e fraldas, mas muito menos pele.

 

As irmãs/irmão não precisam de pele.

Os pais sentem-me a pele de um beijo.

 

Nas obras, nas reuniões, a pele é a dura, a da palma da mão, num apertar forte, quase "à homem".

 

E agora, de repente, vejo-me quase forçada a tocar em alguém, para cuidar, tratar, mimar: a sogra.

Está a ser mais complicado do que eu pensava. O meu desconforto deve estar escrito na testa. Tenho de o apagar.

 

Imediatamente.

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 22:30

02
Mai 12

Hoje, nos jornais, fala-se de dumping, escândalo, massas e pingo doce.
1) lamento não ter ido, porque ia fazer diferença na carteira, mas não tenho paciência para bichas, não gosto de comprar pressionada, e neste caso seria pressionada por todos os lados, até porque sou uma moça espaçosa...
2) compreendo quem foi, pois a tentação é muito grande.
3) posso tentar compreender a estratégia da empresa
4) posso ainda tentar não me rir das teorias da conspiração que dizem que foi uma maneira de se fugir à manifestação e defesa do dia do trabalhador, porque teria sido uma estratégia de mestre, e espero que faço isto outravez nas próximas greves, pode ser que eu aproveite.
5) a ASAE já está a ver se há dumping...mas aí eu digo: 'pera lá... então nas obras não há dumping?', nas compras públicas não há dumping? até se pintam para comprar abaixo de custo, e agora ficam preocupados com o pingo doce? nos serviços de engenharia não há dumping? ou o dumping é só para a compra e venda de produtos materiais? e se formos ver as lojas de desconto e de chineses, e e os produtos que importamos, e vendemos mais barato que os que se produzem cá, não será dumping? e se virmos todos os produtos que exportamos,( se os outros compram, é porque há-de ser melhor ou mais barato que na terra deles), isto não será dumping?

e o que têm feito as empresas públicas, que dizem que temos de pagar impostos para pagar o rejuizo que tiveram a vender serviços abaixo de custo?

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:50

27
Abr 12

Há anos que perdi o contacto com muitos dos amigos da adolescência, aqueles com quem vivi  5 anos, na mesma escola, mais 3 noutra.

 

Hoje, e numa grande onda, reencontrámo-nos no Facebook, e parece que entamos em 1991, e nada mudou.

 

Pesando a vergonha de ser, talvez, a mais gorda, e de ter a vida feita num oito por causa do trabalho, ou falta dele, concluo-o que estou muito feliz por esta reaproximação.

 

Já só falta encontrar 3 ou 4...

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 14:47

 

A irmã número 3, fez ontem 31 anos. Isso quer dizer que o meu pai tinha 30 e a minha mãe 31, coisa que ele lembrou ontem, ao jantar.
Fiquei a pensar nisso, porque não me lembro de ter as mesmas preocupações ou percurso de vida aos 30, e nem sequer aos 37...
Concluímos que, ter filhos, há 30 anos, saía bem mais em conta, era um investimento com futuro, mesmo que as condições de vida fossem mais pre...cárias, que a vida fosse mais difícil. Era, no entanto, muito menos exigente em gastos.

E concluo eu, que fui posta neste mundo, sobre almofadas de penas. E que continuo a ter páraquedas, arnês, rede de segurança, e, por baixo, um colchão. Algo que eles nunca tiveram. Sabe-me bem, e ainda não me impediu de crescer. Mas se calhar, condicionou muitas opções de vida, para o bem e para o mal.

Se não tivesse todo este apoio, quem sabe se a esta hora ainda estaria no 1º emprego, ou o 4º, mesmo que isso fosse sinónimo de infelicidade ( ou, quem sabe, até estaria tudo muito bem!!!).
E se estivesse nesse 1º, ou no 4º, ou en qualquer um dos empregos prévios, se não tivesse esse apoio, o mais certo era hoje ainda não ter as minhas filhotas, ou então teriam sido mais 2 meninas que entrariam num berçario aos 3 ou 4 meses, bem cedo pela manhã, e não saberiam muito bem quem eram o pai e a mãe, que só regressariam a casa à hora de elas estarem de novo a dormir...

Ao pé do que os nossos pais viveram, somos apenas e ainda criancinhas...
publicado por na primeira pessoa do singular às 14:44

21
Abr 12

 

 

 

 Debaixo do véu

 

 

 

Como ave agoirenta, paira por cima da cabeça delas todas. Sobe e desce as escadas, abre e fecha as portas, resmunga com todas a Marias, suas irmãs, e com todas as outras, filhas de outros pais e outras mães.

 

Começa bem cedo, liga o esquentador,  vê quem sai e quem entra, e quem barra o pão com mais doce do que devia, quem come mais um paposseco, quem entorna o café do termo, tudo disfarçado de um “Buom dia, méninass”.

 

De voz nasalada, vai inquirindo quem vai e quem fica, com um falso sorriso, na cara cor de cera.

 

E quando quase todas tiverem saído, dará ordens às irmãs, contará quem ficou, e quem há-de chegar, e estará atenta à porta da entrada, e ao sobe e desce do elevador. Desligará o esquentador. Fará uma ronda proibida, escondida, pelos quartos, e desligará das tomadas os carregadores, os despertadores, os rádios e aparelhagens, os computadores, “por causa das sobre-potências”.

 

Abanará a cabeça perante camas por fazer, e olhará com nojo, chamemos assim à inveja, para os soutiens rendados sobre as costas das cadeiras dos quartos sobrelotados. Encarnação, sossega...

 

 

Confiscará pacotes de bolachas, que possam atrair formigas, comerá a última fatia do bolo, mas nada dirá a ninguém.

 

Espreitará, de dentro da capela, e nada lhe passará ao lado.

 

Reclamará ainda com outra Maria qualquer, sua irmã, com nome de orografia ou que rime com o seu, e esperará pela hora do almoço, entre contas e missais.

 

Depois do almoço reclamará porque alguma menina vê televisão, ou está agarrada ao telefone.

 

E quando, ao fim do dia, for abrir o armário do esquentador, que se encontra fechado a cadeado, para que, por fim, se possam tomar banhos de água quente, fará a advertência do costume sobre os gastos da água. E  como vingança de quem tem um ralos cabelos cinzentos, sucumbirá à tentação de fechar umas quantas torneiras de segurança, por achar que há fartas cabeleiras, cabelos longos, castanhos, pretos, dourados, lisos ou encaracolados, que estão a demorar tempo de mais a enxaguar a espuma do champô.

 

À hora de jantar, voltar a contar quem está, quem fica, quem veio, quem foi, e montará de novo guarda à porta e ao elevador. Não admitirá qualquer queixa sobre o esparguete com sardinha frita. Poderá ainda dizer “Ménina, que comes tanto...”, ou soltar um valente “Shiuu, que fazem tanto barulho.”

 

Terá ainda tempo de perguntar a uma ou outra, se vai sair assim, com tanto frio, reprovando saias e pernas frescas, enquanto arde de calores.

 

Mais tarde, enquanto não acabar a excitação do fim do dia, voltará a agoirar, reprimindo, reclamando, aconselhando o que ninguém quer ouvir, vigilante, não vá faltar uma ovelha, ou encontrar algum lobo no meio do rebanho, ou um galo novo na capoeira.

 

E enquanto não estiverem todas na cama, e todas as luzes apagada, e não tiver contado e voltado a contar, quem está, quem fica, quem foi e quem veio, continuará a subir e descer escadas, controlando a porta, a entrada, o elevador e as outras Marias e as outras meninas.

 

Não vá suceder o extravio de uma delas, perdida nos braços de alguém, esquecida das horas, noutra cama qualquer, ou quem sabe, um baile silencioso, de pantufas, no último piso, que faça estremecer os cinco andares de mulheres.

 

Desligará, por fim,  e encerrará à chave, o esquentador.

 

 

Ilustração: quadro de Dorindo Carvalho

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 20:51

20
Abr 12

 

Há trabalhos dos quais nos podemos orgulhar.
Fui convidada para um almoço no Centro de dia da casa do povo de Amor, do qual fui directora de obra. A obra correu lindamente, sem grandes problemas, e está a funcionar há cerca de 1 ano.
Lembraram-se de mim e convidaram-me. O almoço estava óptimo: sopa boa, um óptimo frango assado no forno e filetes com arroz de tomate, e fiquei com inveja quando me... disseram que serviam as refeições para algumas escolinhas.
Têm animação religiosa, têm ginástica 2 vezes por semana, música da SAMP e animação variada à tarde, pelo que tive direito a um pequeno espectáculo de dança, canto e poesia.

Fiquei muito satisfeita com o que vi, e senti-me feliz com o bom trabalho que foi feito. Às vezes, vale a pena.
publicado por na primeira pessoa do singular às 15:24

era um dia que devia ser erradicado da escola.

 

há birras para escolha de roupa, há birras para penteados, há ainda mais atrasos do que o costume.

 

há choros de eu estou mais feia do que ela.

 

 

 

 

só que ficam sempre tão lindinhas, que é impossível resistir....

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:01

19
Abr 12

Depois da consulta que confirmou sindrome demencial e parkinson, e de me apetecer dar um tiro na médica por estar a mandar-me levar a sogra para o centro comercial ao cabeleireiro às 8 da noite, para lhe subir a autoestima ( deixando as filhas e o marido à espera
?, não jantando? deixando tudo por fazer em minha casa? deixando a outra avó a tomar conta das netas ainda mais horas?), acabei por me deitar à uma da manhã, depois de ter passado dezenas de folhas de exercícios tipo tpc da escola primária, para desenvolver e estimular aquele cérebrozinho atrofiado.

Ontem, repeti a doze, pelo que deixei à mulher exercícios para quase 2 meses, uma folha por dia, de escrita, leitura, memorização, simetrias, padrões, situações do quotidiano...

 

Pois bem, não podemos estar à espera de agradecimentos de tudo o que fazemos, mas gostava de um pouco mais de reconhecimento.

 

As minhas teorias, face ao exposto pela neurologista, pelos vistos não estavam erradas, e eu tenho estado a fazer tudo bem feitinho, com o que lhe mando fazer, com o que lhe dou para fazer, quando a estimulo. Mas isto de andar feita agulhinha a dar picadelas no cú da senhora, cansa. Não sou eu. Não sou assim.

 

E nem sequer lhe posso mandar uma carta a desancá-la de alto a baixo.

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 15:17

10
Abr 12

Os salários mínimos são uma discussão de há décadas, e ainda que não seja um assunto pacífico, há muito que se entendeu, em grande parte do mundo, que deve existir um valor mínimo a atribuir a serviços prestados e trabalho efectuado, protegendo "um bocadinho" os trabalhos nemos remunerados, ainda que nunca menos válidos.

Existem valores e tabelas, quer se concorde com eles ou não.

Existem prós e contras, cada um defende o que entender.

 

Não sou da área, não sou estudiosa do assunto, nem fui fazer grandes pesquisas para o que estou a escrever, mas penso que é inteligível.

 

Em alguns países, e por força da Constituição entende-se como Salário Necessário:

 

"capaz de atender a suas [do trabalhador] necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social" - este é o texto do Brasil.

 

na Constituição Portuguesa também se regula esta situação:

 

Artigo 58.º
(Direito ao trabalho)

1. Todos têm direito ao trabalho.
2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:
a) A execução de políticas de pleno emprego;
b) A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais;
c) A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores.

Artigo 59.º
(Direitos dos trabalhadores)

1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
c) A prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
d) Ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas;
e) À assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
f) A assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.
2. Incumbe ao Estado assegurar as condições de trabalho, retribuição e repouso a que os trabalhadores têm direito, nomeadamente:
a) O estabelecimento e a actualização do salário mínimo nacional, tendo em conta, entre outros factores, as necessidades dos trabalhadores, o aumento do custo de vida, o nível de desenvolvimento das forças produtivas, as exigências da estabilidade económica e financeira e a acumulação para o desenvolvimento;
b) A fixação, a nível nacional, dos limites da duração do trabalho;
c) A especial protecção do trabalho das mulheres durante a gravidez e após o parto, bem como do trabalho dos menores, dos diminuídos e dos que desempenhem actividades particularmente violentas ou em condições insalubres, tóxicas ou perigosas;
d) O desenvolvimento sistemático de uma rede de centros de repouso e de férias, em cooperação com organizações sociais;
e) A protecção das condições de trabalho e a garantia dos benefícios sociais dos trabalhadores emigrantes;
f) A protecção das condições de trabalho dos trabalhadores estudantes.
3. Os salários gozam de garantias especiais, nos termos da lei.

 

 

 

Parece-me pois que no Brasil foram bem mais claros e objectivos.

Ora vamos lá comparar:

 

capaz de atender a suas [do trabalhador] necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social - Brasil

 

À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna- Portugal

 

Em alguns acordãos do Tribunal Constitucional ,  leis e pareceres jurídicos ( éh pá, até fui ler coisas do Jorge Miranda e do José Alexandrino...) falam até num mínimo de subsistência, mas na minha diminuta investigação, e definitivamente!!! na minha incapacidade de ler decretos-lei e perceber o que lá está escrito, confesso que não achei a concretização desse MÍNIMO.

Vou admitir que o mínimo de cá é parecido com o mínimo de lá.

 

necessidades vitais básicas do trabalhador e sua família...

 

com moradia:

 

as pessoas não são caracois ou tartarugal, que nascem com casa acoplada. Podem herdar de alguém, podem arrendar, podem comprar. E ainda têm impostos periódicos para pagar, mais a manutenção, e as despesas complementares de água, esgoto, electricidade. Eu não posso auto construir, se não tiver alvará, e não posso usar materiais feitos ou recolhidos por mim, porque têm de ser homologados, e não podem ser roubados. Eu posso ter água de um poço, mas tenho de pagar licença para isso, é não é suposto usar fossas, se houver saneamento nas redondezas. Eu não posso produzir energia sem autorização. Eu não posso ocupar uma casa ou um terreno que não me pertençam.

 

 

com alimentação:

 

as pessoas podem ser quase autosuficientes na sua alimentação, se possuirem um terreno cultívável, e onde possam criar animais. E já agora perto de algo onde possam pescar. Mas para pescar há que pagar taxas, e para criar animaisa partir de um certo limite, é preciso uma série de requisitos. A começar por espaço/terreno e infraestruturas. E algumas licenças, e inspecções, e abates controlados, saúde controlada...e tempo, porque ou está a cultivar e a cuidar de animais ou a pesvcar, ou está a trabalhar noutro lado qualquer. E depois, a conservação, a transformação, a confecção, também consomem recursos.

 

com educação:

 

ainda que se escolha a escolha mais perto de casa, mais pública, menos onerosa, há sempre gastos, de livros, materiais, alimentação, vestuário, transporte. E educação não é só o que se aprende na escolinha. E ainda há a incompatibilidade de horários e de férias, que somam mais custos. vamos esquecer a fotografia de grupo, a viagem de estudo, a prenda do natal, do dia do pai e da mãe...vamos esquecer outras actividades, de desporto, de enriquecimento pessoal e cultural. Vamos esquecer o ensino superior.

 

com saúde:

 

as pessoas não nascem com saúde formatada. As coisas vão acontecendo na nossa vida, e ainda que muito possa ser evitado, não há chazinho que trate tudo e que eu possa ir colher ao quintal ou ao vaso da varanda. E mais não digo.

 

Com lazer:

 

vou saltar esta parte. cada um brinca com o que tem.

 

com vestuário:

 

se da terra eu tirar linho, algudão, sizal, de dos animais tirar lã e pele, se souber e tiver como os transformar e confeccionar, serei bastante autónoma. mas não estarei a trabalhar noutra coisa.

 

com higiene:

 

tenho poço? tenho um rio? apanho a água da chuva? lavo a roupa som pedras e merdinha das galinhas?

 

com transporte:

 

até ao burro terei de dar comer...e qualquer dia, também precisam de seguro

 

com a previdência social:

 

.........

 

 

O salário mínimo cobre isto?

 

 

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 10:29

09
Abr 12

Um "mal amado e expatriado" dizia, em Setembro de 2010, que sentia um aperto no coração ao determinar medidas de austeridade, ao que um "mal enjorcado" respondeu que os contribuintes sentiam era a dor no pescoço da sua aplicação.
Mal sabiam eles que um " mau elemento" viria a fazer pior, sem qualquer dor ou mágoa, e ainda se sente feliz por ser comparado a um "rigoroso" alemão.
Pode apertar tudo, o coração, o percoço e o cinto, desde que se abram os cordões.
Imagino que à noite, aperte as mãozinhas delicadas, e adormeça sorrindo, imaginando-se aplaudido e vaidoso pelos bons serviços à Nação

publicado por na primeira pessoa do singular às 13:11

Tenho-me perguntado diversas vezes como é que os economistas e os políticos se atrevem a dizer que , a partir do mês tal, do dia x, o portugal vai sair da crise, vai retomar, vai voltar aos mercados.

Tendo em conta que, diariamente, acrescentam mais uma alínea em que tudo falha, tudo ultrapassa o previsto,´só posso concluir que falam para não estarem calados.

 

Ainda que Sair da crise, retomar, voltar ao mercado, não signifiquem nada de nada. Um casal pode sair da crise amanhã, fazendo as pazes de uma discussão, um vendedor de carros pode fazer uma retoma, e até eu posso voltar ao mercado, hoje na Batalha, amanhã a Leiria, quinta feira na maceira, apenas para comprar pintos ou alfaces para plantar...

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:19

05
Abr 12

Se há momentos da vida em que estou rodeada de homens ( leia-se : obras e estudos!!!), a minha vida está , naturalmente, rodeada de mulheres. Uma família natural cheia de mulheres, uma famiíla adquirda cheia de mulheres, um bloco de escritórios cheio de mulheres, muito poucas mas muito boas amigas.

 

Todas diferentes, mas em tudo semelhantes.

 

Quase todas têm filhos, e isso inclui uma lista de preocupações maior do que o papelinho do supermercado no início do mês: o carinh e o afecto,o bem estar, a educação, a alimentação e vestuário, os estudos, as agendas de actividades, as "growing pains", as birras, os amigos.

 

Quase toda têm maridos( ou equivalente), e nesse campo, nem tudo se resume a actividade lúdica debaixo do lençol. Todos os dias há que treinar uma convivência respeitadora, capaz de sobreviver às diferenças de género, personalidade e modo de ser, e de suprir as necessidades mútuas. Acresce que este marido, ( ou e quivalente), é mais um que entra para a categoria de filho, e para a lista de preocupações.

 

Quase todas têm um emprego, mais ou menos agradável, menos ou ainda menos remunerado, com horário pior ou muito pior, mais perto, mais longe ou ainda mais longe, e todas já devem ter experimentado, centenas de vezes na vida, ou centenas de vezes no ano, ou centenas de vezes no mês, a sensação: vou mandar esta m$%&/() toda pró c$%/(/&/...

 

Quase todas têm casa, ou toca, ou armazém de tralha, ou o que lhe prefiram chamar, um sítio com cama, nem sempre feita, mas onde é suposto ir, pelo menos dormir. E este sítio trás regalias excepcionais acopoladas, como: manutenção e limpeza, aprovisionamento e gestão de stocks, encargos económicos fixos e variáveis com dias certos para se pagar. Basicamente, quase se engloba no capítulo emprego, não remunerado, tirocínio, prática e especialização numa série de profissões: empregada de limpeza, criada de servir, lavadeira, engomadora,fiel de armazém , gestor de compras, economista, governanta...

 

Quase todas têm actividades extra: as actividades extra dos filhos ou marido, actividades extra de trabalho ou estudo, ou reuniões da escola, ou do condomínio, ou da catequese ou do não sei quê, actividades extra decorrentes de necessidade colateriais de pessoas que nos estão próximas, ou, vá-se lá saber como, de lazer!!! Mas o dia não tem mais horas, muito menos a noite.

 

Por isso é que quase todas são fortes. ( sem lamechices de feminista, raça que abomino, a par das bicharocas: bicharocas são o/as que não  cabem no grupo de homens e mulheres que, respeitosa e corajosamente assumem ser como são nas suas escolhas, porque lhes falta o respeitosamente- por eles e pelos outros)

 

Ser forte não é ser gorda, mas pode ser aceitar sê-lo, sem, contudo, desistir de deixar de o ser. Mas sem deixar de existir.

 

Ser forte não é subir as escadas com sacos de compras num braço, os filhos ao colo, e arrastando o marido, mas pode ser supir a um arranha-céus, pelas escadas, com eles nas palmas das mãos e no coração, mesmo que o saco venha vazio, ou fique para trás.

 

Ser forte não é ter capacidades físicas ou aeróbicas, mas pode ser, não as tendo, carregar às costas toda a casa, os filhos e o marido, e encavilitar em cima as preocupações dos outros.

 

Ser forte, não é ter um estômago grande para engolir tudo, mas pode ser fazer como a cobra, engolir inteiro e esperar uns das até que tudo esteja digerido, e não como a vaca, ruminando em diversos estômagos, e depois voltando para trás, carregado de fel...

 

Ser forte, não é ser a super mulher, mas pode ser ser-me uma mulher especial. Mais encantadora que bonita. Mais terna que cumpridora. Mais criativa que rigorosa. Mais atenta que disciplinadora. Mais que, não em vez de, porque tudo faz falta.

 

e só sei ser forte assim: dando inportância ao que  

É IMPORTANTE:

 

Ser uníca e ser eu

Ser  mais mãe, mulher e filha

Ter consciência do meu valor próprio

Conhecer os meus pontos fortes e as minhas  limitações

Reconhecer os pontes forte e as limitações dos que me rodeiam, e aceitar

Trabalhar para satisfazer necessidades de alimentação, habitação e vestuário

 

 

POUCO ME IMPORTA

 

Procurar a aprovação dos outros no que faço penso ou decido

Ser refém de regras, detalhes, hábitos e preconceitos

Ser escrava de mim e da casa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:03

31
Mar 12

senhora dos momentos disparatados, preciso de entrar em contacto consigo. Veja o post Insistindo

publicado por na primeira pessoa do singular às 20:52

29
Mar 12

ando com os sonos trocados, embora saiba que esta noite já devo dormir melhor.

Estamos no fim de março, e, supostamente, entra o primeiro dinheiro na empresa desde Novembro.

Poderei, pois, gastá-lo a pagar o pagamento por conta, a segurança social, que já devia ter sido na semana passada, e, se restar, o seguro do carro.

 

uau!!!que excitação.

publicado por na primeira pessoa do singular às 15:59

28
Mar 12

 ASAE continua a sua busca dos preços baixos, agora no Continente, quando ainda nada se sabe das suas buscas de há uns meses do leite do pingo doce.
É chato, se vendem abaixo de custo, mas a mim dá-me jeito, e se hoje vendem barato, na semana que vem vendem caro, e pronto...

Na semana passada tive uma reunião num cliente, e como quem não quer a coisa, perguntei-lhe se ainda trabalhava com "fulan...o". Um senhor sem qualificações, com muitos amigos e conhecidos, que lhe dão trabalho e lhe pagam a bom preço!( ou assim era, quando o conheci , há uns 4 ou 5 anos, até porque passavam pela minha mão recibos do fulaninho...
Sim, sim, ainda trabalho...diz o outro, mas agora está mais complicado para pagar, porque desistiu dos recibos verdes, porque tinha de declarar, e os impostos... e agora recebe tudo por fora...

Compreendo, desistiu dos recibos, porque tinha de declarar e pagar impostos. Nem paga seguros, nem ordens profissionais, nem contribuições, às tantas ainda recebe subsídio de coitadinhos, e vão-lhe parar às mãos trabalhos bons, dos quais obtem os seus razoáveis rendimentos ( porque trabalhos chatos, o sr não faz, por isso é que eu estava na reunião, porque aceitei fazê-los...)...

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:58

Quando se ama alguém e se trás para casa o pacote completo de amor integral, e se jura amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida, há outras pessoas que vêm incluídas.

 

E as juras de amor cobrem também essas pessoas.

publicado por na primeira pessoa do singular às 12:44

27
Mar 12

 

Dulcinea vive assustada com o fim do mundo que conhece. Preocupada com os dias que poderão vir, ou nem chegar. Acorda aflita e pensa que é hoje que virá o terramoto, o tufão, o maremoto, os dias de pernas para o ar. Sem água canalizada, sem electricidade, nem em pó, nem nas tomadas, sem pilhas, nem baterias. Sem dinheiro na mão.

Por isso importa saber que o chá e um jornal velho podem fazer caracóis, e que ervas podem fazer chá. E que outras coisas se podem cultivar.

É útil saber o que fazer ao algodão e ao linho, que poderá fazer crescer num quintal que não tem, onde encontrar as sementes, e pelo sim, pelo não, guarda em papel uma cópia de projecto de um tear.

Procura nas feiras, nas velharias, um moinho de cereais que funcione a manivela, e faz experiências com pedras, para tentar transformar trigo e milho em farinha que possa comer em pão. E sabe como preparar fermento e isco, a partir de uma maça.

Pesquisa em livros e vai ensaiando, fazendo compotas, fazendo conservas, enchidos, fumados, pensando no modo de guardar batatas e fazer durar a carne fora da arca congeladora, que não será mais do que um armário.

Numa caixa grande, guarda agulhas, tesouras, linhas e botões, e num estojo que fez, repousam ferramentas para todas as manualidades que lhe ocorram fazer no apocalipse.

Fica frustrada, por ainda não alcançar os mistérios da transformação da ferra em ferro, e do ferro em pá, em faca, em serra, e utensílios de vasta e extensa utilização.

Recorta receitas, anota conselhos, pede informações, recolhe saberes dispersos nas velhas, e arruma, ordenado, na sua cabeça e no seu coração.

Mentalmente, repete rotinas, pesquisa em livros e na internet, que pó azul pode pintar a casa, como fazer o tijolo e a cal.

Do fundo do coração, venera todos os homens e mulheres que, sem nada ter, sem nada saber, inventaram tudo o que é preciso.

Um dia, se o avião onde não viaja, cair no fim do mundo, não a apanharão desprevenida.

Um dia, se o carro avariar nos recônditos da terra, aonde não vai, a vida não parará por ali.

Um dia, se a vida a levar aos mais pobres dos pobres, recrutará um batalhão deles e lhes dará o desenvolvimento e a prosperidade pelo saber fazer.

No meio da tragédia, nunca passará mal. No reino dos cegos, terá dois olhos.

Inveja a liberdade das mulheres do antigamente, que não ficavam presas a estes pensamentos, de pouco saber fazer, se nem tudo lhe for dado pronto.

Por isso, e pelo seu mau perder, não está disposta a entregar o jogo ao futuro incerto: continua na descoberta do como se faz.



publicado por na primeira pessoa do singular às 15:32

Março é um mês fixe, para impostos, logo a seguir ao mês do IVA( Fevereiro), e um pouco antes de outro mês de IVA (Maio).

 

Não faço ideia como vai ser...

 

Pagamento por conta?Não tenho dinheiro

Segurança social? fiquei a dever...

Seguro do carro? não tenho dinheiro

Avariou o transformador do computador? que remédio comprar outro, se quero trabalhar...

Avariou a bateria? aguenta ligado ao fio...

Os dois carros precisam de ir à revisão? aguentem...

um carro precisa de pneus?espera...

É preciso pagar o IMI até ao fim de abril? paga..

O marido tem a sua primeira multa de trânsito para pagar em 21 anos, logo uma bem cheiinha? paga...

 

Depois admiro-me de andar stressada, e de sentir o coração a bater...

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 15:31

26
Mar 12

Março é um mês fixe, para impostos, logo a seguir ao mês do IVA( Fevereiro), e um pouco antes de outro mês de IVA (Maio).

 

Não faço ideia como vai ser...

 

Pagamento por conta?Não tenho dinheiro

Segurança social? fiquei a dever...

Seguro do carro? não tenho dinheiro

Avariou o transformador do computador? que remédio comprar outro, se quero trabalhar...

Avariou a bateria? aguenta ligado ao fio...

Os dois carros precisam de ir à revisão? aguentem...

um carro precisa de pneus?espera...

É preciso pagar o IMI até ao fim de abril? paga..

O marido tem a sua primeira multa de trânsito para pagar em 21 anos, logo uma bem cheiinha? paga...

 

Depois admiro-me de andar stressada, e de sentir o coração a bater...

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 14:28

24
Mar 12

o mais perto que estou desse sonho, foi ter feito, esta tarde, com as filhas e vizinhos, a construção de uma casinha da Classic Toys, que até era uma escola, por sinal

 

 

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 19:52

22
Mar 12

o meu coração bate tanto e está tão agitado, que não consigo concentrar-me nem trabalhar.

 

e há 2 ou 3 dias que isto anda assim...

 

sinto-o a bater, parece que vai saltar, que me vai faltar o ar...às tantas não é stress nem ansiedade, e é mesmo um treco!!!

publicado por na primeira pessoa do singular às 17:13

é notícia, no dia de hoje, que um pai FCP fez queixa ao ministério da educação, por uma educadora incluir Benfica numa versão do atirei o pau ao gato...
Era um pau pelas costas abaixo do senhor pelo lado de fora, já para não falar de um pau pelas costas acima, pelo lado de dentro.

é isto que preocupa alguns pais portugueses?

isto digo eu, que nem sou do benfica, e que é para o lado que durmo melhor, se cantam assim ou assado...desde que não sejam os vizinhos a cantar em altos berros no meio da noite

publicado por na primeira pessoa do singular às 16:55

uma das vantagens de ter menos trabalho ( ainda que nos últimos dias tenha tido bastante trabalho, concentrado de mais), é ter tempo para a família.

 

Acompanhei a sogra a uma reparação da dentadura. Ontem, 90 kms para trás e para frente, com tentativa de comprar roupa e sapatos. Apetece-me desistir. Vou coleccionando todos os bocadinhos de paciência, para passar horas ( horas que me fizeram muita falta!), a entrar e sair de lojas, calçar, descalçar, e no fim nada.

 

A incapacidade para tomar qualquer decisão é impressionante. Apenas sabe se não gosta, mas nem sabe porquê, nem do que gosta. Não desisto, porque amo o filho dela, e como tal, tenho de a tratar como uma mãe para mim.

 

Hoje tinhamos de lá voltar, e para poupar os 90kms, trouxe para dormir em nossa casa. O fim do mundo, uma experiência complicada. Tudo o que sai da rotina dela ( qual será a consequência , naquela cabecinha, de termos saído de casa com as camas por fazer???) é uma catástrofe, uma impossíbilidade um não sou capaz...

 

Queria dar-lhe uma injecção bem forte de genica. De personalidade. De afirmação.

 

Não tenho tal medicamento. Mas não desisto. Bufo, esperneio, barafusto, mas não desisto.

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:54

sei que isto está a ficar descontrolado, porque os ameaços de crises de pânico e ansiedade estão a ser diários...

 

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:53

18
Mar 12

adoro ler e escrever, mas raramente esta adoração inclui poesia.

 

Um dia destes pediram-me que escrevesse uma. Aceitei.

Duas.Aceitei. Comentário de alguém que desconheço: Excelente.

 

Fiquei vaidosa. Agora não me apetece continuar trabalho que estou a acabar, há não sei quantos dias, e que parece nem ter fim.

publicado por na primeira pessoa do singular às 11:47

contador online
online
mais sobre mim
Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11
12

13
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


blogs SAPO